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Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

Laudo responsabiliza médicos pela morte de bebê em parto

27 MAR 2010Por 04h:36
Exames confirmam que a briga de dois médicos no hospital de Ivinhema na hora do parto foi determinante para provocar a morte do bebê. Conforme laudo complementar feito em laboratório de São Paulo (SP), a criança entrou em sofrimento fetal agudo enquanto os profissionais disputavam para fazer a cesariana. A conclusão é de que o bebê ficou sem oxigenação e, consequentemente, foi a óbito ainda no ventre da mãe. O documento é mais uma das provas que serão anexadas ao inquérito policial. Segundo o delegado Lupércio Degerone Lúcio, que cuida do caso, o laudo evidencia que a briga entre os médicos Sinomar Ricardo e Orozimbo Ruela foi o principal motivo para o bebê ter morrido. “Agora temos a confirmação de que os profissionais tiveram responsabilidade pelo óbito. A briga atrasou o parto e foi por estar querendo nascer e não conseguir que o bebê morreu”, explica Lúcio. O delegado esclarece que o laudo complementar foi feito com base em amostra da placenta da mãe da criança, coletada no dia da confusão – 23 de fevereiro deste ano. A análise mostra que o bebê ficou se debatendo enquanto estava no útero e descarta a possibilidade de outros problemas terem causado a morte. O documento chegou à Delegacia de Polícia Civil de Ivinhema, na tarde de quarta- feira (24), e deve ser entregue ainda esta semana ao Instituto Médico-Legal (IML), onde será anexado ao exame necroscópico original. Investigações O delegado tinha até ontem para encerrar o inquérito e enviar ao Ministério Público Estadual (MPE) – que decidirá se denuncia ou não os dois médicos à Justiça –, mas pediu mais 30 dias para concluir a investigação. Contudo, segundo Lúcio, “diante das evidências é bem provável que os senhores Ricardo e Orozimbo sejam indiciados pelo crime de aborto por dolo eventual”. Isso significa que os médicos não tiveram a intenção de matar a criança, mas também não se importaram com essa possibilidade. Se condenados, os profissionais podem pegar de três a dez anos de reclusão. Indenização Os pais da menina, que seria chamada de Mibsan, já entraram na Justiça e pedem indenização de R$ 1.115,036. O processo contra o município, o hospital e os profissionais foi ajuizado nesta semana e o valor é resultado de ações por danos morais, materiais e pensão alimentícia para o casal Gislaine de Matos Rodrigues e Gilberto de Melo Cabreira, ambos 32 anos.
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