quinta, 19 de julho de 2018

Lanchonetes de Campo Grande vendem pastéis de jacaré e avestruz

21 NOV 2010Por 00h:00

Na hamburgueria de Renato Pasolini e de seus sócios, cada pedido de jacaré e avestruz é uma descoberta. Os clientes pedem para descobrir os sabores e voltam para a carne vermelha. As exóticas são o diferencial do cardápio, mas estão longe de liderar as vendas.

A Safari abriu as portas há dois meses, em Campo Grande, e reforçou o pequeno time de estabelecimentos que usam carnes menos tradicionais nos pratos. Lanchonetes do Mercado Municipal fazem pastéis com os dois animais, e um ou outro restaurante serve as iguarias. Há também os que adicionam capivara às receitas, ou consideram a ovelha como integrante do grupo especial.

A "magia" por trás desses tipos eleva o preço de balcão. Apesar de pagar mais barato no avestruz do que no boi, que acumulou altas históricas nos últimos meses, a isca feita com a ave é R$ 1 mais cara. "O exótico é mais caro, sempre foi", justifica o empresário, que ficou surpreso quando soube que o animal não era tão caro quanto se dizia.

Além de picadinha, as carnes chegam às mesas como hambúrguer, com pão e salada. Os valores acompanham os de lanchonetes do tipo, ao redor de R$ 10. O tempero é diferente do de outros cortes, mas é secreto. O segredo desse mercado de nicho é manter a magia que a carne vermelha perdeu ao tornar-se preferência nacional. (CHB)

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