Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

DELEGAÇÃO AFRICANA

Kadhafi teria aceitado plano de cessar-fogo

11 ABR 2011Por ESTADÃO E BBC BRASIL00h:00

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse neste domingo que o líder líbio, Muamar Khadafi, aceitou o plano da União Africana por um cessar-fogo na Líbia.

 O anúncio ocorreu num dia de fortes confrontos no país e de bombardeios sem precedentes da Otan (aliança militar ocidental).

"A delegação do irmão líder (Khadafi) aceitou o mapa do caminho apresentado por nós", disse Zuma, em visita a Trípoli, junto com outros quatro líderes africanos, em uma visita que buscava uma trégua nos dois meses de confrontos no país norte-africano.
"Temos que dar uma chance ao cessar-fogo", agregou Zuma, pedindo que a Otan interrompa os bombardeios no país e dizendo que seu plano de trégua será detalhado em um futuro comunicado.

No entanto, o correspondente da BBC na Líbia Jon Leyne relata que nem os rebeldes nem o regime de Khadafi parecem dispostos a fazer concessões que levem a uma paz no curto prazo.

A delegação da União Africana vai se reunir nesta segunda-feira com representantes do governo interino estabelecido pelos rebeldes na cidade de Benghazi.

Batalhas

Enquanto se desenrolava a visita diplomática, os confrontos continuavam em partes da Líbia.

A Otan anunciou ter destruído 25 tanques das tropas de Khadafi, com bombardeios aéreos perto das cidades de Ajdabiya (leste) e Misrata (oeste), palco de alguns dos conflitos mais sangrentos dos últimos dias.

Segundo a aliança, o objetivo da ofensiva aérea era proteger os civis líbios, que estavam "encurralados de forma brutal" pelos tanques de Khadafi.

Jon Leyne relata que a ação é uma das mais fortes da Otan desde que a aliança assumiu o controle das operações internacionais na Líbia, há pouco mais de uma semana.

Em Ajdabiya, os confrontos foram intensos neste domingo. Testemunhas ouviam fortes explosões e avanço das forças aliadas do regime pelo oeste da cidade, que tem importância estratégica por ser a última parada antes de Benghazi, o principal reduto dos rebeldes.

Correspondentes da BBC relatam que, apesar do apoio aéreo da Otan, os rebeldes têm muito menos poder de fogo e sofisticação de combate do que as tropas governamentais.

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