Justiça decreta prisão de vereador acusado de ligações com o tráfico

Justiça decreta prisão de vereador acusado de ligações com o tráfico
25/03/2010 08:04 -


O vereador de Ponta Porã, Joanir Subtil Viana (PMDB), que tinha ganhado o direito de responder em liberdade ao processo em que é acusado de integrar uma quadrilha de tráfico de drogas, teve a prisão decretada pelo juízo criminal da comarca de Caarapó. Ontem ele não compareceu à sessão do Legislativo e informações extraoficiais davam conta de que ele se apresentaria à Justiça. Em abril do ano passado, Joanir foi preso numa megaoperação da Polícia Federal, juntamente com outras sete pessoas, em uma fazenda de sua propriedade, no município de Aral Moreira, região de fronteira com o Paraguai. No local foram apreendidos 93 kg de cocaína, cujo carregamento teria sido deixado por um avião que aterrissou em pista clandestina. Depois de ser autuado em flagrante, o vereador foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa (PHAC), em Dourados, onde permaneceu até janeiro deste ano, quando foi solto por determinação do desembargador João Batista da Costa Marques, da 1ª Turma do Tribunal de Justiça. À época, a droga apreendida na fazenda foi avaliada pela Federal em R$ 3,5 milhões. Carreira Joanir Viana é líder comunitário do distrito de Sanga Puitã, em Ponta Porã. Em 2008 decidiu concorrer a uma das dez vagas da Câmara Municipal e obteve a 8ª melhor votação. Com 1.111 votos, ele assumiu o seu primeiro mandato no dia 10 de janeiro de 2009, sendo que em abril acabou preso. Em fevereiro deste ano, ele reassumiu o cargo, já que enquanto esteve preso, conforme o Regimento Interno, ele ficou licenciado do cargo. Ele só perderia o mandato se o processo tivesse transitado em julgado, sem recursos em instâncias superiores.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".