sexta, 20 de julho de 2018

POLÊMICA

Justiça dá posse do Operário a ex-zagueiro

16 OUT 2010Por Eduardo Miranda05h:15



O time de futebol de maior tradição em Mato Grosso do Sul poderá ressurgir mais forte no ano que vem. É que a marca “Operário Futebol Clube” e o registro da agremiação no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) agora pertencem ao ex-zagueiro do time, Celso Elias Zottino, 50 anos. O ex-jogador foi vitorioso em uma ação que moveu contra o clube na Justiça do Trabalho, e agora está livre para negociar o nome, as cores e os distintivos do Galo com empresas de marketing esportivo.

Celso, que defendeu o Operário entre 1980 e 1993, e conquistou seis títulos estaduais e o módulo branco do Campeonato Brasileiro de 1987, acionou o clube na Justiça do Trabalho em 1994. Na época, cobrava uma dívida de R$ 12 mil. Passados dezesseis anos, Celso ganhou a ação, e em julho último, como o clube não tinha outros bens, aceitou a marca “Operário” como pagamento da dívida. A decisão saiu nesta semana.

Novo proprietário do Galo, Celso pretende resgatar o passado vitorioso do clube, atualmente na Segunda Divisião do Campeonato Estadual. “Não tenho dinheiro para investir, mas pretendo me associar a empresários do futebol para tornar o Operário novamente um time vencedor”, disse o ex-zagueiro.

Conforme Celso Elias Zottino, pelo menos quatro proprostas, de compra ou associação para os usos da marca, já foram feitas. “Já fui procurado por empresários de Três Lagoas e do Estado de São Paulo, e também por uma empresa multinacional ligada ao futebol”, disse.

O atual presidente do Operário, Tony Vieira, disse que tentará reverter esta decisão judicial, e aproveitou para questionar o sequestro da marca do clube pela Justiça do Trabalho. “Isso é um absurdo. Já aconteceu com clubes cariocas, e nenhum deles perdeu sua marca. Nossa marca é de domínio público, e não pode ser penhorada”, reclamou o dirigente.

O Operário foi julgado à revelia nesta ação trabalhista, pois todas as notificações foram endereçadas para sua sede antiga, na Avenida Bandeirantes, desativada após ter sido leiloada pela própria Justiça do Trabalho. Os advogados do clube estudam uma ação rescisória, ou um mandado de segurança para suspender ou anular os efeitos da decisão que transferiu a marca do clube para seu ex-zagueiro.

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