Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

Juros voltam ao menor patamar desde 1994

23 SET 2010Por 08h:40

Brasília

As taxas de juros dos empréstimos para pessoas físicas voltaram a recuar em agosto e atingiram novamente o menor valor da série iniciada pelo Banco Central em julho de 1994. A taxa média recuou de 40,5% para 39,9% ao ano.
A redução na taxa média se deve ao efeito estatístico causado pelo aumento da participação de linhas “mais baratas”, como crédito consignado no total das dívidas dos brasileiros. Para as empresas, a taxa subiu novamente, de 28,7% para 28,9% ao ano, maior nível desde março de 2009.  A taxa de inadimplência geral recuou para 4,8%, a menor desde janeiro do ano passado. Para pessoas físicas, caiu para 6,2%. Para empresa, ficou estável em 3,6%.
O saldo das operações de crédito subiu 2,2% no mês, percentual mais alto desde julho de 2009, e chegou ao valor novamente recorde de R$ 1,58 trilhão (46,2% do PIB). Em 12 meses, o crescimento é de 19,2%.
Mais uma vez o crescimento foi puxado pelo crédito direcionado, que inclui os empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a empresas e da habitação para pessoas físicas, que têm juros subsidiados.

Consignado
A participação dos empréstimos consignados no crédito pessoal cresceu pelo terceiro mês seguido e chegou a 60,7%. Esses empréstimos somavam R$ 129,7 bilhões em agosto, sendo que R$ 111,4 bilhões estão direcionados para funcionários públicos e aposentados do INSS. Os juros do consignado caíram no mês passado para 26,4% ao ano, abaixo dos 55,3% praticados em outras modalidades de crédito pessoal.

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