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ECONOMIA

Juros sem culpa

Juros sem culpa
24/01/2010 06:41 -


Todo começo de ano é igual: as contas acumulam e os carnês de impostos da casa e do carro batem à porta. Para socorrer quem deixou de poupar para esses gastos extras, os bancos têm dinheiro rápido em até 60 meses — os juros são tão robustos quanto os prazos de pagamento. Porém, entre dever para o governo ou para o banqueiro, escolha o primeiro. “Tanto a prefeitura quanto o Governo do Estado não cobram juros altos e facilitam o pagamento. É melhor negociar com eles do que ‘afogar’ o caixa com empréstimos”, opina o economista Jorge Goya. Para fazer o empréstimo funcionar para você, use a regra do 3: três meses para pagar e 3% de juros ao mês, no máximo. Os valores dos empréstimos e os prazos variam de acordo com a instituição, e são destinados a pagamentos prioritários como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) — recolhido pelas prefeituras —, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) — sob responsabilidade dos governos estaduais —, mensalidades e materiais escolares, e tudo o que não couber no bolso. A vantagem dos órgãos públicos é cobrar juros menores quando o contribuinte se aperta e não paga os tributos em dia. Sem fins comerciais, as taxas não podem passar de 1% ao mês. Já os bancos têm aval para cobrar até 10% ao mês para dívidas em atraso, os temidos juros de moratória. Além dos juros mais leves, os governos anunciaram redução para pagamento à vista. Em Campo Grande, por exemplo, o desconto no IPTU é de 20% e o IPVA, em Mato Grosso do Sul, ficou até 11% mais barato do que em 2008, seguindo a redução em todo o País. De olho nestes descontos concedidos para pagamento à vista é que os contribuintes recorrem aos empréstimos. Porém, os juros podem azedar a estratégia. “Fazendo as contas dá para perceber que os juros podem anular o desconto, pois o dinheiro economizado no imposto muitas vezes não paga as taxas bancárias”, explica Goya, que lembra que as taxas de até 3% ao mês podem ser uma boa aposta para quem decidir pelo empréstimo. Calmas Ultimamente as taxas de juros têm se comportado, domadas pela taxa básica de 8,45%, estipulada pelo governo federal. Ainda assim, as empresas financeiras correm atrás de lucros altos, e quem tem para emprestar dita as regras. O contribuinte que decide lançar mão do empréstimo para resolver suas contas, deve ficar atento a essas taxas: quanto maior o prazo, mais salgadas elas ficam. “Para o pagamento de impostos, é melhor evitar empréstimos de longo prazo, para segurar os juros e não comprometer o orçamento”, recomenda o economista.

Felpuda


A continuar disparando tantas críticas ácidas contradizendo o seu partido, que em nível nacional ganhou até um ministério, político cá dessas bandas poderá ser colocado de escanteio e, se continuar nessa cruzada nada palatável para as lideranças, ser convidado gentilmente a “procurar o caminhão do qual caiu”, como se diz no popular. Os comentários são de que o dito-cujo age assim mais para ganhar holofotes. Esqueceu-se, pelo que se vê, que poderá ocorrer curto-circuito. Ui!