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Juros ficam mais altos para consumidores

12 MAI 10 - 00h:09
ADRIANA MOLINA

A alta da taxa Selic, que passou de 8,75% para 9,5% ao ano em 28 de abril, já começou a refletir nos juros de operações de crédito no Brasil. Segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o acréscimo na taxa média é hoje de 0,05 ponto percentual para pessoa física.
Isso corresponde à elevação no índice dos juros médios de 0,74% no mês, passando de 6,77% em março para 6,82% ao mês em abril. “Para o consumidor, essa taxa vai incidir sobre créditos como empréstimo pessoal, aquisição de veículos, crediários em lojas para compra de eletrodomésticos, entre outros”, explica o vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Já os financiamentos de imóveis e o cartão de crédito ainda não apresentaram nenhuma alteração nos índices até o momento. “Só o fato de os juros dos cartões, que são altíssimos, em torno de 10,99% ao mês não terem subido já é motivo para comemorar. Mas isso não significa que não possam ocorrer altas tanto no cartão como nos financiamentos imobiliários daqui para frente”, explica. Para pessoa jurídica, a alta alcança 0,06 ponto percentual. O montante representa elevação na taxa de juros média em empréstimos de 1,67% no mês, passando de 3,59% em março para 3,65% em abril.

Crédito pessoal
Dados divulgados ontem pelo Banco Central do Brasil (BCB), revelam que, entre 13 de abril e 11 de maio, a taxa de juros para crédito pessoal de pessoa física, na modalidade prefixada, saltou de 1,02% para 1,07% a mínima, revelando os 0,05% calculados pela Anefac. Porém, algumas ficaram muito mais caras, a taxa máxima verificada pelo BCB foi de 21,11% em abril e 21,28% em maio, apontando acréscimo de 0,17 pontos percentuais.
Os quatro maiores bancos de Mato Grosso do Sul chegaram a apresentar entre os dois meses adição de até 0,34% nos juros de crédito pessoal. Foi o caso do HSBC Bank Brasil, cuja taxa em abril era de 4,35% ao mês e hoje é de 4,69%. O Bradesco também revelou incremento expressivo, conforme os dados do Banco Central, de 0,27 pontos percentuais nesse tipo crédito, saltando de 4,24% no início do mês passado para atuais 4,51%.
Já o Banco do Brasil subiu 0,20 pontos percentuais. Em 13 de abril a taxa de juros era de 2,26%. Ontem, conforme o relatório do BCB ela aumentou para 2,46% ao mês. A Caixa Econômica Federal subiu de 1,93% para 2,17% entre os 28 dias de intervalo da comparação.

Mais altas
De acordo com o vice-presidente, existe a possibilidade de a Selic alcançar 11,5% até o final de 2010, caso a inflação não recue nos próximos meses, o que pode significar juros médios de até 7,5% ao consumidor. E quanto mais tempo essa situação de preços altos e inflação acima da meta se mantiver, maior é o risco de disparada nos juros imobiliários e do cartão de crédito, até então sem modificações.
“Com essa alta nos juros médios, que são utilizados em crediários de eletrodomésticos, por exemplo, a tendência é de que o poder de consumo da população caia nas próximas semanas, já que os produtos no final ficarão mais caros. Reduzindo o consumo entra em vigor a lei de oferta e demanda. Com estoques em alta, os preços baixam e a inflação recua”, explica Oliveira, enfatizando a lógica do aumento da Selic num momento em que a inflação já atinge em três meses 2,06% dos 4,5% previstos para os 12 meses, ou seja 45,8% do total estimado pelo governo.
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