Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

Taxa de juros sobe

Juro para o consumidor sobe mais que Selic

1 MAI 2011Por Terra10h:32

 

A taxa média de juros de empréstimo para pessoas físicas calculada pelo Banco Central (BC) subiu a um ritmo maior que o da taxa básica de juros do País, a Selic, e atingiu em março deste ano 44,95% ao ano, seu maior nível desde junho de 2009. Entre setembro de 2010 e março de 2011, a Selic foi elevada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC de 10,75% ao ano para 11,75% ao ano, uma diferença de 1 ponto percentual, enquanto a taxa média de juros saltou de 39,44% ao ano para 44,95% ao ano no mesmo intervalo, uma diferença maior, de 5,5 pontos percentuais.

Segundo o economista Emilio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a taxa de juros médio calculada pelo BC cresce acima da Selic porque leva em conta outros componentes além da taxa básica: custo operacional da mão de obra para crédito; contribuição social sobre lucro e outros aspectos tributários; e uma previsão da possível falta de pagamento de devedores.

A correlação das duas curvas de crescimento é alta. "Quando a Selic sobe, o banco tem que pagar mais para seus investidores, e para compensar, precisa aumentar o preço do crédito para arrecadar mais", diz o professor de finanças do Insper, Liao Yu Chieh.

No entanto, segundo Chieh, esse comportamento pode se inverter, dependendo da situação do mercado de crédito. Entre setembro de 2009 e março do ano passado, por exemplo, a Selic ficou estável em 8,75% ao ano, enquanto a taxa média de juros ao consumidor caiu entre esses meses de 43,62% para 41,04%.

Segundo o professor do Insper, os bancos privados desaceleraram a concessão de crédito, por causa da recessão econômica mundial. Passado o "furacão", eles tiveram que baixar suas taxas de empréstimo para atrair os consumidores e retomar a participação de mercado que haviam perdido para os bancos públicos, que não deixaram de emprestar na crise.

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