Julgamento do mensalão desfalca Comissão da Verdade

Julgamento do mensalão desfalca Comissão da Verdade
05/08/2012 23:00 - IG


Nos pelo menos 40 dias nos quais estará empenhado na defesa de Vinícius Samarane, vice-presidente do Banco Rural e um dos réus no processo do mensalão, o advogado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça, vai deixar em segundo plano suas atividades na Comissão da Verdade, que apura crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985).

Em uma reunião, Dias avisou os demais integrantes da comissão que vai se ausentar dos trabalhos durante o julgamento e participar das atividades na medida dopossível. De acordo com a assessoria da comissão, o afastamento de Dias está de acordo com a lei que respeita a atividade profissional dos integrantes. Os membros da comissão recebem salário de R$ 11.179 mensais. Os únicos que abriram mão da remuneração foram Claudio Fontelles, Gilson Dipp e José Paulo Cavalcanti.

“Quando aceitei o convite da presidenta Dilma para integrar a Comissão da Verdade, deixei claro que não renunciaria a minha advocacia particular. Não existe nenhuma incompatibilidade entre o trabalho que estou desenvolvendo na Comissão e o de defesa dos meus clientes. Inclusive, não somente eu, como outros integrantes da comissão compatibilizam atividades”, disse o ex-ministro.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".