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Julgamento de ex-cirurgião Jorge Farah é adiado para maio, diz defesa

9 MAR 14 - 19h:00Folha Press

Inicialmente marcado para amanhã (10), o novo júri do ex-cirurgião Farah Jorge Farah, acusado de matar e esquartejar sua ex-namorada em 2003, deverá ser adiado para maio, informou a defesa do réu.

"O júri vai ser adiado porque algumas testemunhas não foram localizadas", afirmou o defensor Odel Antun.

Segundo Antun, houve um acordo entre a defesa e o Ministério Público para que cada lado levasse ao júri oito testemunhas. Porém, as intimações não foram feitas a tempo pela Justiça, disse.

O advogado afirmou que pediu ao juiz, antes do Carnaval, que o júri fosse adiado. Mas, como parte das testemunhas já havia sido intimada, o magistrado preferiu manter a sessão para intimá-las, todas de uma vez, para a próxima data.

Em 2008, Farah havia sido condenado a 13 anos de prisão pela morte e ocultação do corpo de Maria do Carmo Alves, sua paciente e ex-namorada. O júri foi anulado porque a defesa alegou que laudos oficiais que atestavam o estado semi-imputável do réu foram ignorados pelos jurados.

Desde então, ele aguarda novo julgamento em liberdade.

Em novembro do ano passado, a Justiça declarou extinta a punibilidade pelo crime de ocultação de cadáver, devido ao tempo transcorrido.

Entenda o caso
Farah teria levado dez horas para matar a vítima. À época, a polícia informou que ele usou bisturi e pinças para dissecar o corpo e retirar a pele de parte do rosto, do tórax e das pontas dos dedos das mãos e dos pés.

O cirurgião passou a noite em seu consultório e, na manhã de sábado, teria retirado os pedaços do corpo, guardados em sacos plásticos, e colocado no porta-malas de seu carro.

Logo após, ele se internou em uma clínica psiquiátrica, a mesma em que o jornalista Antonio Pimenta Neves ficou após matar sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide em 2000. Farah teria confessado o crime a uma sobrinha durante visita. Ela, então, o denunciou.

O corpo esquartejado foi encontrado pela polícia no veículo do médico, que estava na garagem do prédio onde ele morava, na zona norte de São Paulo. Ele foi preso horas depois.

No dia seguinte, em depoimento à polícia, o médico confessou o assassinato, mas afirmou ter sofrido um "lapso de memória" em relação aos detalhes do crime. Ele disse que se lembrava apenas da chegada da dona-de-casa à clínica. Preso, ele alegou legítima defesa e disse que a vítima o perseguia.

Em novembro de 2006, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) cassou a licença para o exercício de medicina de Farah. 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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