Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

UNEIS

Juízas constatam que menores vivem em más condições

Juízas constatam que menores vivem em más condições
13/08/2012 14:20 - VÂNYA SANTOS


Juízas auxiliares da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Cristiana Cordeiro e Joelci Diniz visitaram quatro unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei em Campo Grande e a conclusão preliminar foi de que os menores sobrevivem em más condições. A visita das magistradas teve como objetivo verificar que mudanças foram realizadas nas unidades de internação a partir das recomendações feitas pelo CNJ em maio de 2011, após vistoria, por parte da equipe do Programa Justiça ao Jovem à rede de atendimento socioeducativo de Mato Grosso do Sul.

A viagem, há um ano, fez parte da primeira etapa do programa, que fiscaliza o cumprimento das medidas socioeducativas em todo o País. O retorno a alguns estados marca a segunda etapa, durante a qual já foram visitados Maranhão, Bahia, Alagoas e Santa Catarina.

Durante a visita, que ocorreu na última semana, jovens relataram que ficaram até 22 dias presos em delegacias esperando vaga numa unidade de internação. Outros contaram que na Unei recebem remédios para ficar dopados, que passam mal e não são atendidos pelos monitores. Existem ainda relatos de que os adolescentes têm que se revezar para ir à escola porque a equipe é insuficiente para monitorar os deslocamentos e as atividades dos internos.

A impressão das magistradas sobre as visitas às unidades de internação da Capital, que também conta com a Unidade Educacional de Semiliberdade Tuiuiú, será registrada em relatório a ser encaminhado ao governo e ao Ministério Público do Estado. O documento deverá constar também de relatórios das visitas do Programa Justiça ao Jovem às Uneiss de Ponta Porã e Dourados, previstas para setembro deste ano.

Felpuda


O desgaste de antigas lideranças nacionais, com reflexo em nível local, é a maior preocupação dos dirigentes de partidos para as eleições deste ano, que terá reflexo em 2022. Em épocas passadas, essas figurinhas cruzavam os céus do País para visitarem os municípios e pedirem que a população votasse em seus ungidos. Agora, com pendências judiciais e poder enfraquecido, dificilmente seriam convidadas. A pandemia, que resultou no isolamento social, foi a pá de cal.