terça, 17 de julho de 2018

Alcinópolis

Juiz exclui sigilo no caso da morte de vereador

11 NOV 2010Por karine cortez04h:50

O Judiciário decretou o fim do segredo de justiça na tramitação do processo sobre o assassinato do presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, vereador Carlos Antônio Carneiro (PDT). O homicídio aconteceu no dia 26 de outubro último, em Campo Grande. Desde então, as investigações em torno do crime estavam sob sigilo.

Segundo as informações, o sigilo havia sido decretado pela Polícia Civil, mas o juíz da 2ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida, Aluízio Pereira dos Santos, entendeu que "o processo tramitará sem segredo de justiça, porque trata-se de crime comum, ainda que a vítima seja vereador".

Em seu despacho, ele também designou para o dia 14 de dezembro, às 14h, a primeira audiência para ouvir as testemunhas de acusação. Apesar de ter prendido os pistoleiros e o intermediador da contratação dos mesmos, a Polícia Civil ainda não identificou o mandante do crime.

 Suspeitos
Já estão presos o pistoleiro Irineu Maciel, responsável pelos três disparos à queima-roupa que mataram Carlos, o comparsa dele, Aparecido Souza Fernandes, que o levou de moto até o local do crime, e o cunhado de Irineu, Valdemir Valsan, apontado por ele como responsável pela sua contratação.

No momento da prisão em flagrante, Irineu disse que receberia R$ 20 mil pelo serviço. Embora tenha decretado o fim do segredo de justiça, o juíz Aluízio manteve o sigilo com relação às interceptações telefônicas, levando em conta que ainda não se sabe a identidade do suposto mandante.

 Mandante
O prefeito da cidade de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR), chegou a ser apontado pela família da vítima como suspeito de ser o mandante do crime, devido a desavenças políticas que vinha tendo com Carlos Antônio. Por conta disso, Manoel foi orientado pela polícia de Alcinópolis a deixar a cidade e permaneceu fora por três dias, retornando no domingo. Com medo, o prefeito passou a andar acompanhado por dois seguranças e retornou ao trabalho ontem. Ele assegura que é inocente, nada tendo com o assassinato do vereador.

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