terça, 17 de julho de 2018

ELEIÇÃO EXTEMPORÂNEA

Juiz derruba petista e salva aliança com o DEM

8 JAN 2011Por Fábio Dorta, de Dourados00h:00

O juiz substituto da 43ª Zona Eleitoral de Dourados, Eduardo Machado Rocha, impugnou o registro de candidatura própria do PT à Prefeitura de Dourados na eleição extemporânea de 6 de fevereiro e salva aliança com o então arquirival DEM. Com isso, permanecem na disputa os candidatos Murilo Zauith (DEM), Genival Valeretto (PMN), Geraldo Sales (PSDB) e José Araújo (PSOL).

O vereador petista Elias Ishy registrou pedido de candidatura contrariando decisão tomada em encontro municipal e referendada em convenção pelo Diretório Municipal do PT que aprovou coligação com o DEM e ainda indicou o nome da professora Dinaci Ranzi para vice-prefeita na chapa de Murilo.

Alegando que a Comissão Executiva Nacional proibiu a coligação com o DEM, Elias Ishy registrou chapa pura tendo como candidato a vice-prefeito o empresário Ricardo Demamann. Ontem, o cartório eleitoral publicou a decisão do juiz pela impugnação.

Em sua decisão, Eduardo Rocha afirma que a decisão da convenção pela coligação com o DEM foi realizada de forma legal e que não existe nenhum pedido de anulação pelo diretório regional, nem pelo Diretório Nacional do PT. Rocha alega ainda que não consta na Justiça Eleitoral nenhum documento de filiação de Ricardo Demamann ao PT.

Recurso
Elias Ishy disse ao Correio do Estado que vai recorrer da decisão. “Vamos apresentar recurso no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e juntar documentos da Executiva Nacional do PT proibindo a aliança com o DEM. Devemos entregar (o recurso) já neste final de semana”, afirmou.

Ishy disse também que Ricardo Demamann é filiado ao PT desde março de 2003, tendo inclusive registro no diretório nacional do partido. “Acreditamos que possa existir alguma falha em Dourados (na Justiça Eleitoral) para que ele não tenha aparecido entre os nossos filiados”, explicou. A coligação com o DEM teve o apoio do ex-prefeito Laerte Tetila, do ex-deputado federal João Grandão e do senador reeleito Delcídio do Amaral.

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