Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

segunda, 18 de fevereiro de 2019 - 19h33min

Juiz de Dourados determina auditoria nas contas da Cooagri

13 FEV 10 - 07h:48
Uma auditoria por empresa especializada está sendo aberta para levantar todas as contas da Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cooagri) e identificar quais os motivos da sua falência. Mas o juiz da 2ª Vara Cível de Dourados, José Carlos Souza considerou “uma pouca vergonha” e “uma calamidade” o que ocorreu com ela, pois quatro anos atrás era considerada uma das maiores do País no seu segmento. O anúncio foi feito na tarde de ontem durante audiência pública, realizada no auditório do Fórum da cidade, com funcionários, bancos e outros credores e agricultores, quando foi anunciado oficialmente o arrendamento dos 18 armazéns da Cooagri. A iniciativa, segundo o juiz, “foi para democratizar o debate e dar transparência a esse processo de liquidação judicial”. Cerca de 70 pessoas compareceram à convocação. O que surpreendeu foi o reduzido número de associados da Cooagri – que tinha quase quatro mil, bem inferior ao volume de advogados, representantes de bancos e outros grandes credores. O juiz lamentou que a Cooagri tivesse chegado a esse ponto de insolvência financeira, porque era a maior do Estado na área agrícola e gerava mais de 300 empregos diretos e contribuía com a arrecadação de impostos. Mas com dívidas de R$ 240 milhões e um patrimônio de R$ 90 milhões “ela está falida”. O agrônomo Gi l ber to Bernardi, liquidante nomeado pelo juiz, explicou que já entrou em contato com empresas de auditoria para abrir a “caixa preta” financeira da cooperativa para identificar os motivos da falência e seus responsáveis. Em entrevista ao Correio do Estado, José Carlos Souza confirmou o arrendamento dos armazéns para cooperativas do Paraná e cerealistas de Dourados, Itaporã e Maracaju, considerados “grupos sólidos”. O valor dos contratos atinge R$ 12 milhões, pelo prazo de três anos. A proposta da ADM, embora um pouco maior, foi descartada porque a trading norte-americana queria arrendar por sete anos. Outras empresas interessadas também foram descartadas. Bernardi afirmou ontem que os arrendatários assinaram essa semana o contrato e depositaram a parcela inicial, em torno de R$ 5,5 milhões, que será aplicada integralmente no pagamento dos direitos trabalhistas. Mas o dinheiro não será suficiente esses encargos somam R$ 8 milhões, já que eles não recebem desde julho de 2009. “Mas vamos liquidar de 50% a 60% da dívida com os 310 funcionários”, acrescentou o liquidante. Apenas um grupo de 20 pessoas continuou nas suas atividades – e recebendo salário, para preservar as instalações da cooperativa e cuidar da papelada administrativa e contábil. O restante do crédito trabalhista somente será pago dentro de um ano, quando for paga a segunda parcela dos arrendamentos. A ordem de pagamento das dívidas será: primeiro, o passivo trabalhista; em segundo os bancos, que têm bens penhorados da Cooagri como garantia das antigas dividas; a Fazenda pública (só em ICMS são devidos R$ 400 mil ao Estado); e, por fim, o crédito dos agricultores associados. “Mas essa conta não vai fechar”, admitiu o juiz douradense, que recomendou os bancos credores a diminuir juros e encargos da dívida para que possam receber, com maior facilidade, os créditos habilitados.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Arrase na sobremesa com esta torta de limão
IRRESISTÍVEL

Arrase na sobremesa com esta torta de limão

CRISE NO GOVERNO

Oposição quer que Bebianno preste esclarecimentos sobre laranjas ao Congresso

Fácil e rápida, carne de panela de pressão é deliciosa
PRATICIDADE

Fácil e rápida, carne de panela de pressão é deliciosa

Justiça determina que Agesul retire escombros de ponte que caiu sobre rio
LIMINAR

Justiça determina que Agesul retire escombros de ponte que caiu sobre rio

Mais Lidas