Juiz condena vereador por compra de votos

Juiz condena vereador por compra de votos
23/03/2010 08:12 -


O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Riovaldo Pires Martins (PP), foi condenado por compra de votos pelo juiz Marcus Magalhães. O vereador tem prazo de dez dias, a contar da data de intimação, para recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral. Se condenado em última instância, terá o mandato cassado. Conforme a acusação do Ministério Público Estadual, Bruno Araújo do Nascimento trabalhava como cabo eleitoral na campanha do vereador em 2008, quando foi flagrado pela polícia portando cerca de R$ 800 e “santinhos” do então candidato. “O dinheiro estava separado em pacotinhos, de R$ 40 a R$ 60, com santinhos do candidato. Ele também portava uma lista com nomes de eleitores, com números dos títulos (eleitorais), zona e urna onde cada um votava”, explicou o magistrado. Riovaldo e Bruno foram condenados a prestar serviços à comunidade por um ano e a pagar multa no valor de 220 Ufirs (R$ 234) e 110 Ufirs (R$ 117), respectivamente. R iovaldo assegura que Bruno não trabalhou para ele como cabo eleitoral. “Todas as testemunhas convocadas pelo Ministério Público negaram (a compra de votos). Não tem prova nenhuma”, frisou. “É um absurdo, não entendemos por que o juiz tomou essa decisão”. Aquidauana O MP abriu inquérito para apurar denúncia feita pelo vereador de Aquidauana, Cipriano Mendes (PT), de que o vereador Vicente Gaeta (PT) e sua filha, Heloísa, foram funcionários fantasmas da Câmara por seis anos. Heloísa morou na Espanha durante seis meses e, mesmo nesse período, teria recebido salário do legislativo. De acordo com a assessoria do MP, o promotor José Maurício Albuquerque está investigando o mandato de três ex-presidentes da Casa: Sebastião Rodrigues dos Santos, Moacir Pereira de Melo e Terly Alex Garcia.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".