sábado, 21 de julho de 2018

MARROCOS

Jovens protestam pedindo mudança democrática

6 MAR 2011Por EFE19h:12

Centenas de jovens responderam neste domingo à convocação do chamado Movimento 20 de Fevereiro e protestaram em várias cidades marroquinas para reivindicar reformas democráticas no país.

Em Rabat, cerca de 300 pessoas, em sua maioria jovens, organizaram um protesto no centro da cidade onde gritaram palavras de ordem como "dignidade, liberdade, justiça social" e "o povo quer uma nova constituição", e reivindicaram uma mudança democrática e reformas sociais.

Além disso, os manifestantes trataram de organizar "formas alternativas de luta" com um ato cultural ao ar livre, mas a Polícia suspendeu o protesto após cortar o fornecimento de energia elétrica aos manifestantes, que só chegaram a ler dois textos reivindicativos.

Nizar Benamate, de 25 anos, um dos organizadores deste ato, disse à Agência Efe no final do protesto que "os marroquinos descobriram neste domingo novos atos de luta para captar a atenção e reivindicar pacificamente uma mudança democrática".

Por outro lado, mais de 2 mil pessoas, conforme os organizadores, se reuniram na praça de Alhamam, situada no centro de Casablanca, para pedir também "reformas constitucionais e políticas profundas" no Marrocos.

Youssef Mezi, um dos organizadores do protesto, assegurou à Efe que, além das reivindicações políticas, "os participantes gritaram palavras de ordem sociais que pedem a melhora da situação em que vive a população dos bairros marginalizados da cidade".

Mezi acrescentou que se organizou também durante o protesto um evento cultural ao ar livre em que se leu poesia reivindicativa em árabe clássico e em dialeto marroquino além de interpretações de música rap.

Em Tetouan, os serviços de segurança frustraram o ato de protesto desde o início e detiveram oito pessoas dos organizadores antes de libertá-los depois de uma hora, segundo confirmou à Efe Mohammed Susi, secretário-geral da Associação de Defesa dos direitos Humanos (AMDH) na cidade.

Susi, que foi um dos detidos, acrescentou que os organizadores pretendiam reivindicar durante este protesto, que foi suspenso, "uma monarquia parlamentar e uma constituição democrática".

Em Tânger, mais de 600 pessoas se concentraram em uma praça situada no bairro popular de Beni Makada.

Para reivindicar as exigências anunciadas pelo Movimento de 20 de fevereiro, mas a Polícia também discursou para dispersar os manifestantes.

O membro da coordenadora local de apoio a este movimento, Bubker Jamlishi, disse à Efe que os serviços de segurança atacaram aos manifestantes com cassetetes e usaram canhões de água para dispersá-los.

Acrescentou que "a Polícia deteve 20 pessoas antes de libertá-las pouco tempo depois".

Monaim Musawi, ativista no movimento de 20 de Fevereiro e um dos que foram detidos, disse à Efe que os serviços de segurança "o detiveram durante o protesto, o levaram à comissária e o libertaram após verificar sua identidade".

O Movimento 20 de Fevereiro, que organizou nessa data uma manifestação grande no Marrocos, convocou em comunicado publicado neste fim de semana um protesto similar ao dia 20 de março para reiterar suas reivindicações para uma constituição democrática e um sistema monárquico parlamentar no Marrocos.

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