CASO ZEOLA

Jovem é interrogado e deixa a delegacia sem ser indiciado

Jovem é interrogado e deixa a delegacia sem ser indiciado
29/06/2010 07:19 -


NADYENKA CASTRO

A Delegacia de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij) interrogou ontem E.L.S., de 18 anos, que dirigia o Ford Fiesta do procurador aposentado Carlos Alberto Zeola, quando ele matou o sobrinho, Cláudio Alexander Joaquim Zeola, em março do ano passado. Ele saiu da delegacia sem ser indiciado. A oitiva começou às 10 horas e durou cerca de quatro horas. A delegada responsável, Maria de Lourdes Souza Cano, não revela detalhes do depoimento.
O próximo passo é ouvir outras pessoas, entre elas a namorada da vítima. Carlos Zeola, que cumpre prisão hospitalar, também deve prestar depoimento. O indiciamento - ou não -  de E.L.S. só deve sair após todas as testemunhas serem ouvidas.

A polícia investiga se o jovem tem participação no assassinato cometido pelo Carlos Zeola. Na época, o rapaz era adolescente, mas trabalhava com o ex-procurador. Foi ele quem dirigiu o carro até o local do crime e depois na fuga do autor confesso. A investigação é realizada a mando da Justiça, que verificou indícios de que o jovem também pode ser responsabilizado penalmente pelo homicídio.

Na época do crime, Carlos Zeola ainda era integrante da ativa do Ministério Público Estadual (MPE) e por isso a acusação ficou sob a responsabilidade da Procuradoria de Justiça e ação penal tramitava no Tribunal de Justiça. A Procuradoria não apurou o envolvimento de E.L.S., alegando que ele agiu sob ameaça do ex-procurador.

Como Carlos Zeola aposentou-se, o processo passou a tramitar em primeira instância, tendo o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, verificado os indícios de envolvimento de E.L.S. O magistrado então encaminhou cópias dos autos à Vara da Infância e da Juventude, que mandou a Deaij investigar a participação do jovem no crime.
Carlos Garcete também pediu novas informações à polícia e aos peritos que fizeram o laudo de insanidade mental em Carlos Zeola.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".