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Censura

Jornalistas e internautas lamentam nas redes sociais decisão de juíza

2 SET 12 - 00h:01Montezuma Cruz

Quarenta e oito horas depois da invasão da sede e da gráfica do Correio do Estado, manifestações de diferentes interpretações e de diversas pessoas, em Campo Grande e noutras cidades repercurtem na internet com internautas condenando a censura prévia e a violação ao disposto constitucional por ordem da juíza Eleitoral Elizabeth Rosa Baisch.

Ela determinou à Polícia Federal para vasculhar os arquivos dos computadores do jornal mesmo depois de o jornalista Ico Victório ter assinado duas notificações sob ameaça de prisão proibindo a publicação de pesquisa eleitoral sobre o desempenho dos candidatos a prefeito da Capital. A grande questão é que a pesquisa considera tendenciosa pela juíza não existia porque ainda estava em fase de conclusão.

“Juíza mandando agentes federais invadir jornal: é o fim. (...) Quem deveria zelar pela Constituição é o primeiro a desrespeitá-la” – lamenta o jornalista João Arruda, ex-editor-chefe da Folha de Londrina.

“A decisão judicial nesse caso violou a Constituição e maculou o Judiciário. Mas, é assim que, pouco a pouco, a censura começa a se instalar. Aceitem a minha desvalida solidariedade e absoluta repulsa à invasão” – escreve o jornalista Carlos Gilberto Alves, editor na Rádio Jovem Pan, em São Paulo.

“Absurdo! É uma terra de ninguém” – protesta o jornalista Marcos Gouvêa, da Rede Paranaense de Comunicação em Londrina (PR).

“Tristes tempos. Volta e meia nos assombram” – diz o jornalista Claudio Castro, de A Gazeta, de Cuiabá (MT).

O topógrafo e desenhista do Incra, Vernou Arnaldo de Alencar Filho, diz: “Nenhum jornal está acima da lei”. Paulo Elias Vieira, da Escola Lúcia Martins Coelho: “É verdade, ninguém está acima da lei, só o ex-presidente Lula. Para alguns, ele está acima de Deus”.

Ariovaldo Dado Pereira: “Lamento muito que alguém defenda a invasão de um jornal por forças policiais, quando estamos em pleno gozo de um sistema democrático, de Direito. Defender tal prática mesmo que seja por uma ordem judicial é no mínimo um risco de que dentro em breve só vejamos publicado aquilo que o Poder quer. Lamentável atitude da juíza que está na contramão da história”. 

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