Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Joe Jackson diz que livro sobre morte do filho é uma 'procura por justiça'

25 NOV 2010Por G120h:47

Joe Jackson, pai de Michael, e o produtor Leonard Rowe estiveram na manhã desta quinta-feira (25) em uma entrevista coletiva para promover o livro "O que realmente aconteceu com Michael Jackson". Na obra, que vendeu 1 milhão de unidades nos Estados Unidos, o empresário defende que seu filho foi assassinado.

"Eu só estou tentando ganhar justiça", disse Joe logo no começo da coletiva, após ser perguntado se pretendia lucrar com os direitos autorais da obra. "Se tem alguém que deve lucrar com a morte de Michael não é a imprensa ou qualquer um. São os filhos dele, a família dele", complementou Rowe, também amigo da família.

Os dois aproveitaram para explicar que o Brasil é o primeiro país que eles escolheram para promover o lançamento do livro, após os Estados Unidos.

Jackson e Rowe também falaram sobre outros assuntos. Jackson foi contundente ao responder se acredita que as novas canções do filho, que estarão no disco póstumo "Michael", a ser lançado em dezembro, trazem apenas a voz do popstar. "Essas músicas não são cantadas apenas por Michael, não é a voz dele sempre", ressaltou Jackson. Ele também afirmou nunca ter batido no filho. "Acho que eu fiz um ótimo trabalho", disse.
Capa do livro "What Really Happened to Michael Jackson The King of Pop", que vendeu mais de 1 milhão de unidades nos EUACapa do livro "What Really Happened to Michael
Jackson The King of Pop", que vendeu 1 milhão
de unidades nos EUA (Foto: Reprodução)

Rowe contou que foi aos poucos vendo e reprovando as atitudes que as pessoas que cercavam Michael tomavam, fazendo menção aos executivos da gravadora Sony Music, ao médico Conrad Murray e à produtora AEG Live, responsável pela temporada de shows que ele faria na O2 Arena, em Londres. "Michael nunca gostou de ter seus ensaios filmados", comentou, sobre as gravações que deram origem ao filme "This is it". Ele também deixou claro que o cantor americano havia concordado em fazer uma temporada de apenas dez shows na O2 Arena e não de 50.

"Ele foi morto por todos, não foi a primeira vez que houve uma conspiração nos Estados Unidos. O mesmo aconteceu com Martin Lutter King Jr. e John F. Kennedy. Sentimos que o mesmo aconteceu com Michael Jackson", resumiu Lowe. Segundo ele, a conspiração retratada no livro foi descoberta por meio de investigações, acessos a documentos e depoimentos do próprio Michael. Há cópias de cartas e contratos publicados na obra.

A morte do cantor teria sido planejada na tentativa de apropriação do patrimônio de Michael. O livro busca comprovar que o popstar não estava na cidade de Los Angeles no momento em que o testamento foi assinado por ele. Além disso, Rowe explica que os nomes dos filhos de Michael estavam com a grafia errada no testamento. "Ele nunca iria fazer isso", garantiu o produtor.
 

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