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Tragédia no Japão

Japão: 70 mil não sabem quando voltam para casa

1 ABR 11 - 18h:00tvi24

Milhares de pessoas que viviam num raio de 20 quilómetros da central de Fukushima-Daiichi estão em abrigos temporários. Governo não sabe quando crise nuclear estará resolvida

Mais de 70 mil pessoas que viviam num raio de 20 quilómetros do complexo nuclear japonês de Fukushima-Daiichi, antes da zona ser evacuada devido ao perigo da radiação emitida pelos reactores danificados, estão agora em abrigos temporários, mas essa situação pode prolongar-se por muito tempo.

Quem admitiu o cenário de «longa duração» para a resolução desta grave crise, desencadeada pelo sismo de magnitude 9.0 do dia 11 de Março e pelo tsunami que se lhe seguiu, foi o primeiro-ministro nipónico, Naoto Kan.

«Estou preparado para uma batalha de longa duração na central nuclear de Fukushima e para vencer esta batalha», disse o chefe de Governo, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão.

Kan salientou que nesta altura «não se pode dizer que a central tenha sido suficientemente estabilizada».

«Estamos preparados para todos os tipos de situação e estou convencido que a central pode ser estabilizada. Não podemos dizer nesta fase quando isso irá acontecer. Mas estamos a dar o nosso melhor», acrescentou.

Além das mais de 70 mil pessoas que vivem na zona evacuada, esta crise poderá afectar directamente outras 136 mil que vivem na cintura entre os 20 e 30 quilómetros da central, que foram encorajadas pelas autoridades a deixarem a zona ou a permanecerem dentro de casa.

As Nações Unidas já aconselharam o governo japonês a alargar o raio de evacuação na zona, depois de terem sido detectados níveis de radiação para além do considerado seguro para a saúde numa aldeia a 40 quilómetros de distância de Fukushima.

Recorde-se que foi confirmada a morte de mais de 11.500 pessoas e que quase 16.500 estão desaparecidas.

Nesta altura, mais de uma centena de navios japoneses e aviões dos EUA estão envolvidos em operações de buscas intensivas de corpos de vítimas.

Devido ao perigo da radiação, essas operações foram suspensas nas zonas que se encontram num raio de 20 quilómetros da central de Fukushima-Daiichi, onde se acredita que haja pelo menos um milhares de corpos por recolher.

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