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Já chegamos ao terror?

Já chegamos ao terror?
03/04/2010 23:47 -


 “Não leva meu óculos, moço, foi minha mãe que me deu!” .”Áh é? Tu tens mãe?” Bang! E o jovem levou do assaltante um tiro na cara. “Abre essa janela” (do ônibus), “não abro”,  Bang! E mais um corpo no asfalto! Um traficante é flagrado e preso com sua carga maldita e, logo depois, numa retaliação contra a ação policial, os seus companheiros interceptam um micro-ônibus lotado e nele jogam uma bomba incendiária...

São fatos que nos trazem manifestações da bestialidade, da ruptura com a humanidade a que estamos sujeitos. Essa é a condição humana, leitor.
 O que se deu no Chile, saques e depredações após terremotos, felizmente reprimido pelo Exército que recebeu a missão de restabelecer a ordem, é consequente a uma “ruptura catastrófica”, uma tragédia natural que impacta e rompe a alma coletiva, levando às manifestações de franco terror e de barbárie desorganizados. No Haiti as forças de segurança da ONU abateram no nascedouro tais manifestações. Mas a história nos ensina, vamos aos fatos, que as tragédias coletivas naturais ou sociais que Bion denominou “rupturas catastróficas”, desorganizando a alma grupal, predispõe os indivíduos a comportamentos trágicos. Foi o que se deu na Rússia e Alemanha após a I Grande Guerra, quando o caos se estabeleceu naquelas nações humilhadas e falidas.

 Nas almas coletivas daqueles povos desenvolveu-se a “expectativa messiânica”, ou seja a ânsia por soluções mágicas e onipotentes. Concretamente, ideologias e lideranças com tais virtudes: Hitler com o Nazismo racista e Lenine, Trotski, Stalin, com o marxismo e sua luta de classes. Estabelecidos, ambos os regimes trouxeram o “terrorismo de Estado”, ou seja, o uso sistemático da violência contra a população, quando isso fosse necessário, dentro da visão daqueles sistemas. Fato é que, no século passado, as portas do inferno abriram-se para aqueles povos. O Nazismo foi derrotado pela força das armas e o sistema socialista, por sua incompetência e crueldade implodiu sem resistência. Nada expressou o repúdio ao socialismo marxista como a queda do Muro de Berlin.

 E os brasileiros com isso, caro leitor? O terror caótico avança a olhos vistos. O banditismo, sobretudo ligado ao narcotráfico, parece preparar-se para um enfrentamento com as forças policiais. Há não muito, quase tomaram de assalto a maior cidade brasileira, com técnicas de terror e guerrilha urbana. O clima de permissividade e corrupção que grassa impunemente desde os altos escalões da República aos muitos degraus do aparelho estatal, sem dúvida, fornece uma autojustificativa “moral” para a bandidagem solta e escancarada. “POR QUÊ EU TAMBÉM NÃO POSSO METER A MÃO?”, DIZEM ELES...Psicopatas “de menor” são os executores das quadrilhas, pois a mão leve de Leis alienadas da realidade os protegem. As leis das execuções penais, até as paredes dos presídios sabem disso, favorecem para que a bandidagem mande naqueles recintos, assim transformados em “pós-graduações” da criminalidade.

 Aqui impõe-se uma indagação: estamos nos aproximando de uma “ruptura catastrófica” que ia nos levar para o caos e, portanto, à busca de soluções mágicas e onipotentes? A insegurança coletiva seria suficiente para isso, quando a economia brasileira mostra-se sólida e seu competente setor rural é responsável por um saldo comercial de 23 bilhões de dólares? Quando passamos a terceiro exportador mundial de alimentos? Creio não corrermos tal perigo, porque quem adota a bandeira totalitário-onipotente já está no poder e tenta emplacar a candidata do presidente Lula. Para tanto, tem que mostrar que a economia vai bem, o agronegócio é competente, o usineiro é herói, seu combustível verde é motivo de orgulho nacional, o Brasil foi o primeiro país a sair da crise internacional, a inserção social vai de vento em popa, o pré-sal é o futuro...Só não consegue falar bem da reforma agrária e dos assentamentos, que deveriam ser a joia da coroa cumpanhêra. Mas o que há para  mostrar em 85 milhões de hectares dos assentamentos? Porque o presidente não leva sua candidata a um assentamento para mostrar ao mundo a competência de sua reforma agrária?
 Pois bem, nesta altura dos acontecimentos e do marketing governamental-eleitoreiro, como fazer triunfar a ditadura petista proposta no PNDH3, com a supressão da liberdade de imprensa, marginalização do Judiciário na defesa dos Direitos Constitucionais, após práticas de terror no campo ou na cidade? Dá para fazer triunfar a proposta totalitária se tudo está tão bem como “nunca na história desse país”, e as propostas messiânicas exigem o clima de “ruptura catastrófica” e caos generalizado? Parece estarmos, caro leitor, diante de uma “contradição da dialética” em que “nunca na história desse país” detona a “práxis cumpanhêra” para a socialização da Nação. Em tempo, leitor! “Guerrilha paraguaia aterroriza fronteira” (Manchete do Correio do Estado 8/03/10 pág 16A).

Valfrido M. Chaves, Psicanalista, Pós-Graduado em Política e Estratégia pela UCDB/Adesg - vmcpantaneiro@terra.com.br

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?