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Iraque pagará US$ 400 milhões a americanos torturados

30 ABR 2011Por FOLHA ONLINE14h:03

O Parlamento iraquiano aprovou neste sábado um acordo que prevê o pagamento de US$ 400 milhões para americanos que alegam ter sido torturados pelo regime de Saddam Hussein.

O valor milionário é parte de um acordo fechado no ano passado entre Bagdá e Washington para encerrar as disputas judiciais envolvendo americanos que alegam ter sido torturados ou traumatizados durante a invasão de Saddam ao Kuait, em 1990.

Muitos iraquianos se consideram vítima do regime de Saddam e da invasão americana, em 2003, que derrubou o ditador. Eles questionam porque o país, que teve sua economia devastada pela guerra americana, deve pagar pelos erros do ditador.

Abbas al-Bayati, do bloco Estado de Direito, disse que os legisladores aprovaram o acordo por maioria, depois de ouvir os argumentos dos ministros de Finanças e de Relações Exteriores e o chefe do Banco Central.

Outro legislador, Mahmoud Othman, disse que, ao aprovar o acordo, o Iraque está se protegendo de mais processos no futuro, que poderiam custar muito mais que os US$ 400 milhões.

"Eles explicaram muito bem o que era o acordo e como seriam ruim se não o aprovássemos", disse. "É por isso que as pessoas são persuadidas".

Mas os legisladores afiliados ao clérigo antiamericano Muqtada al-Sadr rejeitaram o acordo. Um de seus legisladores, Hakim al-Zamili, disse que ficou surpreso com a quantidade de votos de legisladores que, até então, se opunham ao projeto.

"É melhor compensar os mártires iraquianos e os detentos que os americanos", disse.

O regime de Saddam manteve centenas de americanos reféns durante a Guerra do Golfo, com relatos de muitos sendo usados como escudos humanos para evitar ataques americanos ou de aliados.

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