Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

PESQUISA

Ipem conclui que produtos não valem o quanto pesam

20 DEZ 2010Por G109h:26

No embalo das vendas de Natal, tem indústria e supermercado ganhando mais do que deveriam. O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) descobriu que em muitos casos o consumidor não está levando para casa a quantidade exata da mercadoria que comprou.

Os fiscais do Ipem percorreram o comércio do estado de São Paulo e encontraram irregularidades em quase 20% dos produtos natalinos. O problema estava no peso dos alimentos: sempre menor que o indicado nas embalagens.

No panetone de 400 gramas, faltavam 30. Já o pernil suíno pesava 12% menos que o anunciado na etiqueta.

“Estão assaltando meu bolso e eu estou pagando mais caro do que aquilo que estou comprando”, reclama uma mulher.

“Acho um absurdo o consumidor ser enganado dessa forma, porque o consumidor acredita muito no que o produto diz”, diz outra mulher.

O Ipem orienta que na hora da compra o consumidor deve observar se a etiqueta traz o peso da embalagem, o peso líquido do produto, além do valor total a ser pago.

“Esse produto não pode ser vendido por pacote, tem que ser por peso, e o peso tem que estar grafado e corresponder ao peso que ele marcou mais o peso da embalagem. A balança indicou 324 gramas e a embalem diz 322 gramas. Quer dizer que dois gramas se referem ao peso da embalagem. Então, está correto”, esclarece um especialista.

A etiqueta de um pote de frutas não trazia o peso da embalagem.

“O próprio produtor é o embalador e indicou o peso: 200 gramas. Nesse caso, ele tem que descontar a embalagem, só que ela não está marcada”, diz o especialista.

Queijos e carnes têm tamanhos e pesos diferentes. Quem vende é que fica encarregado de pôr a etiqueta.

“No caso do peru, o fabricante já põe o peso da embalagem e esse peso é uma referência para o ponto de venda colocar o peso líquido na etiqueta, ser descontado. Então vamos constatar. Ele pesa 4,694 quilos. Ele tem que ter descontado os 26 gramas da embalagem. E ele realmente descontou o peso da embalagem”, conclui o especialista.
 

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