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Campo Grande - MS, quinta, 13 de dezembro de 2018

BOAS OPÇÕES

Investimentos atrelados a inflação

22 ABR 2011Por INFOMONEY13h:39

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em viagem aos Estados Unidos que é difícil frear a inflação e segurar o dólar. Apesar de admitir a dificuldade, o ministro completou o discurso dizendo acreditar que o governo está conseguindo aos poucos atingir esses objetivos. 

Porém, nem todos pensam como ele. De acordo com o coaching de investimentos e diretor da Trader Brasil Escola de Investidores, Alan Soares, ter uma meta de inflação e conseguir alcançá-la são coisas muito diferentes. Por isso, os investimentos de renda fixa atrelados à inflação, indicados no início desse ano, continuam sendo boa opção para quem investe. 

"Na minha opinião, o governo, nesse primeiro semestre, não conseguirá segurar a inflação e por isso os investimentos atrelados a ela devem trazer bons retornos aos investidores", afirma, e completa: "mesmo quando o foco é o longo prazo, eu não deixo de recomendar investimentos ligados à inflação, porque o governo Dilma está na dúvida se segura a inflação ou reduz o poder de compra do brasileiro, o que faria com que ele perdesse toda a popularidade herdada do governo Lula. Por isso digo que nos próximos meses não acredito em inflação em queda". 

Inflação x renda variável
O profissional diz ainda que, no mercado acionário, mesmo os setores indexados à inflação, são boas opções. "As elétricas são um exemplo. A inflação sube, elas repassam no preço ao consumidor, mas as pessoas não deixam de usar energia se ela fica mais cara, então o setor elétrico cresce mesmo com inflação alta. Ou seja, ele mantem o mesmo ritmo de ganho, sem falar que as elétricas são boas pagadoras de dividendos, então para onde o investidor vai? Para o setor elétrico". 

Agora, completa Soares, tem ações que caso a inflação suba e haja restrição do crédito elas vão sofrer. Um exemplo são os papéis do setor de consumo. "Se você tem a inflação subindo muito, os juros têm que acompanhar isso, aí você tem restrição de crédito e com isso as pessoas vão comprar menos. Nesse sentido, essas empresas vão ver o crescimento delas diminuindo e a margem de lucro diminuindo também, essas empresas acabam sendo, cada vez mais, impactadas", explica. 

O diretor reforça ainda a ideia de que o ideal é partir para setores inelásticos. "Por mais que o preço da energia elétrica suba, você não vai parar de tomar banho por isso, pode até ser um banho mais rápido, mas não o excluirá. Você não desligará sua geladeira. Então essas empresas vão performar como sempre performaram. As empresas de cigarro também. Se o maço hoje custa R$ 1 e por causa da inflação ele passar a custar R$ 2,50, quem fuma, vai continuar fumando". 

Além disso, ele reforça a importância do pagamento de dividendos. "A Eletropaulo, por exemplo, paga em média 16% de dividendos. É muito dividendo. Então eu coloco o meu dinheiro lá, o setor é inelástico, vai mexer muito pouco, eu coloco meu dinheiro lá e todo ano vou receber 16% de lucro. É ótimo negócio".

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