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PAÍS

Investigações sobre a queda do AF 447 são manipuladas, diz parente de vítima

30 MAI 2011Por JORNAL DO BRASIL12h:23

Passados dois anos do acidente que levou para o fundo do Oceano Atlântico 228 pessoas que saíam do Rio de Janeiro rumo a Paris, um dos representantes das famílias das vítimas do voo 447, Nelson Marinho, faz duras acusações sobre as investigações que buscam a causa da tragédia. Segundo ele, o sentimento que traduz o posicionamento das famílias é revolta, diante da falta de conclusão das causas da queda do avião.

De acordo com Marinho, o BEA (Escritório de Investigações e Análises), responsável por investigar as causas do acidente, tem sido manipulado pela companhia aérea Air France. Além disso, o órgão que comanda as investigações não autorizou que ao menos um representante das famílias brasileiras acompanhesse as buscas e investigações a bordo de um navio, no Oceano Atlântico.

"Eles estão adiando o relatório conclusivo das investigações por motivo econômico. Já era para ter sido divulgado um laudo conclusivo. Certamente, eles já conhecem as causas do acidente. Afinal, estão de posse das caixas pretas. No entanto, há uma grande feira da Airbus acontecendo na França neste momento. Assumir um erro na aeronave francesa faria a empresa perder muito dinheiro", ataca Nelson.

O conteúdo do relatório preliminar, divulgado na semana passada, também tem sido alvo de críticas das famílias.

"O defeito no sensor de velocidade não era novidade para ninguém. As investigações certamente estão caminhando. Porém, não estamos tendo o acesso a elas. Primeiro divulgam as novidades para a imprensa, e só depois nos passam as coisas, contrariando uma promessa feita na ocasião do acidente", critica o aposentado, que perdeu um irmão na queda da aeronave.

A reportagem do JB entrou em contato com a Air France, mas ainda não obteve retorno. 

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