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Intervenção deve acabar com alagamentos na Vila Olinda

14 SET 10 - 09h:21

Após décadas registrando intensos alagamentos a cada chuva mais forte, ruas situadas nos fundos do Atacadão da Avenida Costa e Silva, na Vila Olinda, foram contempladas em um dos oito projetos de intervenção urbanística propostos pela prefeitura de Campo Grande para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que poderão ser aprovados, hoje, durante duas reuniões técnicas no Ministério das Cidades, em Brasília.
As obras – que deverão aumentar a capacidade de recepção de águas pluviais em trecho onde o Córrego Cabaça, já canalizado, deságua no Córrego Segredo, a exemplo dos trabalhos que atualmente estão sendo realizados no Córrego Prosa –, integram projeto complementar de drenagem de águas pluviais na região de entorno do complexo Cabaça, estendendo-se pelos bairros Jockey Club, América, Marcos Roberto e Progresso. Somente esta intervenção está orçada em R$ 15 milhões.
O projeto da prefeitura prevê ampliação da capacidade de vasão do sistema de escoamento das águas da chuva, que descem principalmente pela Rua Ouricuri, nos fundos do Atacadão da Costa e Silva. Em março do ano passado, moradores desta via e também da Vila Carlota e Jockey Club enfrentaram transtornos com o transbordamento do Córrego Cabaça. O motivo apontado na época foi que a tubulação – que passa pela Ouricuri e Avenida Costa e Silva até desaguar no Lago do Amor – não estaria mais suportando o volume de água.

Projetos
Do total de oito projetos que passarão por análise hoje, cinco foram agrupados como propostas de urbanização e os demais como de saneamento e drenagem. Segundo o prefeito Nelsinho Trad (PMDB), que participa das duas reuniões acompanhado de equipe técnica, os investimentos pleiteados, da ordem de R$ 369 milhões, representam o maior aporte em recursos já requisitados “de uma tacada só” pelo município de Campo Grande ao governo federal. O primeiro “pacote” de emprendimentos para Campo Grande será apresentado das 16h às 17h. Estão nessa leva os projetos de recuperação de fundo de vale dos córregos Bálsamo (R$ 67 milhões), Lageado (R$ 67,4 milhões), Segredo 2 (R$ 34,8 milhões); Imbirussu (R$ 54,5 milhões) e Taquaral Bosque (R$ 9 milhões, este último para recuperação de erosão na região.
Já na segunda reunião, serão apresentados o projeto de manejo sustentável de águas pluviais e recuperação da mata ciliar do fundo de vale do Rio Anhanduí, orçado em R$ 40,3 milhões; Cabaça 2, que é o prolongamento do sistema viário da Rua Spipe Calarge até a Rua Três Barras, com recursos pleiteados da ordem de R$ 9 milhões; e as obras complementares do Cabaça.
Segundo informações do secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Rodrigo de Paulo Aquino, com o prolongamento do sistema viário do Cabaça da Spipe Calarge até a Três Barras, cria-se uma via paralela com as avenidas Interlagos e Fábio Zahran (via do Cabaça), para desafogar o trânsito nessas outras duas vias públicas. (DA)

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