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Campo Grande - MS, terça, 16 de outubro de 2018

“Colher na Massa”

Internos do regime semiaberto recebem capacitação profissional

29 JUN 2010Por 07h:29
Thiago Gomes

Detentos que cumprem pena no regime semiaberto, no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, estão sendo submetidos a curso de qualificação profissional nas áreas de pintor predial e pedreiro.

Trata-se do projeto “Colher na Massa”, que prevê, numa primeira etapa, a capacitação de 64 reeducandos, divididos em quatro turmas de ensino. São 176 horas/aulas para o curso de pedreiro e 96 para pintor predial.

De acordo com informações divulgadas pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), o curso abrange aulas teóricas e práticas e é desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Os reeducandos estão sendo qualificados a realizarem serviços que vão desde o orçamento à finalização da obra. Eles também participam de disciplinas tranversais, abordando noções de legislação trabalhista, empreendedorismo, segurança do trabalho, tecnologia da informação e comunicação, e educação ambiental. A iniciativa é uma parceria entre a Agepen e a Central de Execução de Penas Alternativas (Cepa).

Já em fase de participação nas aulas práticas do curso para pintor predial, o reeducando E.L.D., 19 anos, vê na capacitação uma oportunidade de se tornar um profissional respeitável. “Tenho certeza que vou sair daqui reintegrado, pois acredito que não terei dificuldade de arrumar um serviço como pintor”, garante. “Várias pessoas que estão fazendo esse curso comigo também estão pensando assim”.

Para o interno J.C.S.M., 21 anos, que trabalhava como jardineiro antes de ser preso, aluno do curso de pedreiro, acredita que atuar na área de construção civil poderá render uma remuneração compensatória. “Como estão faltando trabalhadores, os profissionais contratados são bem pagos”, espera.

O projeto é custeado com recursos da Central de Execução de Penas Alternativas, provenientes da aplicação de penas pecuniárias, num investimento de 70 mil reais, segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. No curso de pedreiro, os internos estão trabalhando na construção de um setor onde irá ser instalado um engenho para a produção de rapaduras, aproveitando a plantação de cana de açúcar existente na unidade penal.
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