Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

TRÂNSITO IMPEDIDO

Interdição de ruas gera transtorno a moradores e ao comércio na Mato Grosso

8 OUT 2010Por EVELYN SOUZA15h:31

A interdição das duas pistas da Avenida Mato Grosso, que dão acesso à Via Parque, em Campo Grande, tem gerado transtornos ao comércio, aos moradores vizinhos e aos trabalhadores nos arredores.

Devido as obras de contenção a enchentes da Mato Grosso, a Rua Antônio Maria Coelho se tornou uma das vias alternativas. “ O grande problema é o fluxo de carros; como o sinal é de três tempos acaba gerando muita aglomeração”, explica o engenheiro Adriano Cola, responsável pelas obras da Plaenge, próximas ao local. Para ele, uma das soluções seria a utilização de agentes de trânsito no local.

Com a interdição do trecho, a Rua Antônio Maria Coelho tornou-se local de engarrafamentos principalmente em horários de pico. Para tentar orientar os motoristas a buscarem outras vias de acesso, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) apelou para uma placa que orienta sobre a utilização da Avenida Afonso Pena ao em vez da Antônio Maria Coelho.

O engenheiro explica ainda que as dificuldades acabam atrasando as obras. com o congestionamento o caminhão da empreiteira não consegue fazer a manobra para carga e descarga. Outro problema enfrentado é em relação a canalização. “Estou com pedido de interdição da Rua Antônio Maria Coelho porque precisamos trabalhar na parte do esgoto, só que como a rua já se tornou o principal desvio para os carros, vou ter que esperar até que pelo menos uma parte da Mato Grosso seja liberada”, reclama Cola.

A situação também não fica nada fácil para pacientes e trabalhadores da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), Juliana Espíndola Oliveira, que é recepcionista da clínica fala sobre a dificuldade que enfrenta todos os dias para chegar ao local. “O transporte coletivo parava bem em frente à Cassems, com as obras o ônibus não consegue acesso ao ponto. Tenho que esperar dar uma volta enorme para chegar até meu serviço e agora demoro cerca de 25 minutos a mais para chegar”. Ela conta ainda que o transtorno não acontece somente na entrada. “Desisti do transporte coletivo para voltar para casa, tenho que andar cerca de 3 quadras para pegar a condução, que muitas vezes demora para passar devido ao congestionamento e por isso optei pelo moto táxi”, acrescenta a funcionária.

Um dos responsáveis pela assessoria de comunicação do órgão, Leandro Silva Ferreira explica que a situação está complicada para todos. “O estacionamento para veículos de funcionários, clientes e de caminhões de carga e descarga funciona na entrada da Mato Grosso. Ficou ruim para todos”. Ele ressalta ainda que os pedestres são os que mais sofrem com a situação. Leandro também acredita que a sinalização feita pela Agetran seria uma boa opção para o local.

Se por um lado a Rua Antônio Maria Coelho causa transtorno pela lotação, a Avenida Mato Grosso está mais vazia do que nunca. “Quase ninguém passa por aqui, a avenida está praticamente irreconhecível”, diz o frentista de um posto de Combustível que fica na avenida interditada.

É fato que todos acabam prejudicados com a situação, carros não conseguem passar pelo local, trabalhadores são prejudicados devido ao grande fluxo e o comércio no local acaba isolado.

Recentemente o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB) voltou a se pronunciar sobre o caso e disse que “não dava pra continuar do jeito que estava, expondo a cidade à risco de alagamentos, é uma obra que esta causando transtornos mas vai resolver os problemas de enchentes na região”. Ele que garantiu que até dezembro tanto as obras da Mato Grosso quanto as da Ceará devem ser concluídas.
 

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