Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

HOMEM PANTANEIRO

Instituto é finalista de prêmio socioambiental

11 NOV 2010Por Sílvio Andrade20h:30

Gestora do Moinho Cultural Sul-Americano e da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Eliezer Batista, ambos em Corumbá, a Ong Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é um dos dez finalistas da sexta edição do Prêmio Empreendedor Social, promovido pelo jornal Folha de São Paulo.

A organização não-governamental é representada pela presidente Márcia Rolon, corumbaense de 40 anos, bailarina e coreógrafa, com formação também em Educação Física.

“Ser finalista deste prêmio é a legitimidade nacional do IHP e do Moinho Cultural”, resumiu a empreendedora, que também atua na formação artística dos alunos da escola.

O IHP nasceu do idealismo do ex-comandante da Polícia Militar Ambiental de MS e ex-secretário de Meio Ambiente de Corumbá, Ângelo Rabelo, para dar suporte ao ousado projeto social do Moinho Cultural de promover a latinidade nesta extensa fronteira por meio da arte.

Criada há cinco anos, a escola ensina música e dança a 300 crianças e jovens brasileiras e bolivianas, além de interar os pais e a comunidade ribeirinha, e tem o reconhecimento da UNESCO, o apoio da Vale e o patrocínio da Eletrobrás e do grupo J. Macedo.

“Já podemos nos considerar vencedores e honrados por chegar até aqui, é uma conquista de todos. Dos parceiros por acreditar e investir; da equipe, alunos, pais e comunidade, por sonhar, realizar, brilhar e compartilhar”, acrescenta Márcia Rolon.

Sustentabilidade

A Ong é destacada, entre os finalistas, por atuar na promoção do desenvolvimento sustentável do Pantanal por meio de ações de conservação dos capitais cultural, histórico, natural e social na região da fronteira, atendendo jovens de famílias de baixa renda e alta vulnerabilidade social.

Também atua em uma rede de proteção e conservação ao Pantanal, envolvendo os três setores, e está à frente de um novo e ousado projeto: o Museu do Homem Pantaneiro, que será montado na Casa Vasquez, um dos casarões centenários do porto geral de Corumbá.

O Prêmio Empreendedor Social busca identificar líderes de cooperativas, empresas sociais, ONGs e pessoas físicas que desenvolvem iniciativas inovadoras e sustentáveis para benefício da coletividade.

O IHP passou por uma seleção rigorosa em sete fases que leva em conta a sustentabilidade, o impacto social direto e o efeito multiplicador, concorrendo com outros 265 inscritos de 23 estados e do Distrito Federal.

Rede mundial

Promovido em 14 países e em seis regiões de todos os continentes, o concurso brasileiro selecionou 25 empreendedores para a semifinal e só 10 para a final. Os vencedores serão revelados no próximo dia 25, no Masp (Museu de Arte de São Paulo).

O Empreendedor Social 2010 fará parte da rede mundial de Empreendedores Sociais de Destaque da Fundação Schwab, que hoje tem 187 líderes em 53 países -14 no Brasil. Com isso terá benefícios como consultoria gratuita e bolsas de estudo concedidas por instituições de primeira linha.
 

Leia Também