sexta, 20 de julho de 2018

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Inquérito contra Adriano é arquivado pelo MP

21 OUT 2010Por G110h:50

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu o arquivamento do inquérito sobre o jogador de futebol Adriano, atualmente jogador do Roma, na Itália. No pedido de arquivamento, o promotor de Justiça Alexandre Themístocles ressaltou que Adriano não foi indiciado ou sequer citado no relatório final da polícia.

O inquérito apurava se o atacante teria enviado R$ 60 mil para traficantes da Favela Vila Cruzeiro, no conjunto de favelas da Penha, subúrbio do Rio, local onde o atleta nasceu e foi criado. O objetivo da polícia era esclarecer uma possível ligação de Adriano com o traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, que controla o tráfico de drogas na região.

O promotor cita ainda que, em junho, a Justiça indeferiu os requerimentos de quebra dos sigilos bancário e telefônico do atleta por entender que, até aquele momento, os autos indicavam, em tese, que o jogador havia sido vítima de crime de extorsão.

Além disso, o promotor considerou nula, como prova, a conversa entre Adriano e seu primo, que deflagrou as investigações em relação ao atleta. Gravada em dezembro de 2009 por meio de interceptação telefônica autorizada pela Justiça, a gravação indica, em princípio, segundo o MP, que Adriano foi pressionado por traficantes da favela Vila Cruzeiro a entregar R$ 60 mil para financiar a festa de Natal na favela.

O MP diz que a transcrição só foi incluída nos autos, a pedido do promotor, seis meses depois, em 1º de junho de 2010, após divulgação do trecho pela imprensa. De acordo com o MP, a lei federal estabelece que, tão logo a diligência seja cumprida, a autoridade policial deve encaminhar o resultado da interceptação ao juiz.

O MP realizou uma série de diligências, como a oitiva do jogador e o pedido de quebra de sigilo de seus dados bancários. Na época, Alexandre Themístocles solicitou também que a Justiça tomasse providências junto à Corregedoria de Polícia Civil sobre o vazamento de informações para a imprensa, que dizem respeito a interceptações telefônicas.

Denúncia contra 13 suspeitos de tráfico
“A invalidade da prova obtida pela autoridade judiciária, única fonte a justificar o movimento da persecução penal para apurar a conduta atribuída ao atleta Adriano, impede qualquer outra iniciativa do MPRJ, em razão do inevitável reconhecimento da ilicitude derivada da diligência complementar”, aponta o documento.

O MP, por intermédio da 6ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, também ofereceu denúncia à 26ª Vara Criminal da Comarca da Capital contra 13 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas nas favelas Furquim Mendes e Dique, no bairro Jardim América. A denúncia baseia-se em Inquérito conduzido pela 38ª DP (Irajá).

A decisão caberá à 26ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Os 13 foram denunciados pelos crimes de associação armada para o tráfico de drogas.

De acordo com a denúncia, as investigações e interceptações telefônicas revelaram que, além da distribuição de drogas, o grupo controla o comércio clandestino de gás, a comercialização de “gatonet” e o serviço de moto-táxi. E também promove bailes e festas para aumentar a venda de drogas. Entre os crimes praticados estão também homicídios e roubo de carros e cargas.
 

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