segunda, 23 de julho de 2018

Início de ano letivo não causa reajuste de preços dos materiais escolares na Capital

12 JAN 2011Por ADRIANA MOLINA00h:00

A venda de material escolar para o ano letivo já começou a se intensificar nesta semana no comércio de Campo Grande. Com as listas fornecidas pelas escolas em mãos, muitos pais saíam  para pesquisar preços ou comprar antecipado e evitar o tumulto da última hora. Lojistas chegaram a triplicar os estoques para o período – considerado o Natal das livrarias papelarias em volume de comercialização – e garantem que os preços estão nos mesmos patamares ou menores que no ano passado.

A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon-MS) começou segunda-feira a pesquisa anual de preços nos estabelecimentos do tipo. O orgão deve divulgar amanhã a relação com o nome das livrarias e os produtos pesquisados com valores e variações percentuais.

No ano passado, o Procon apurou diferenças de preços de até 543% entre as 10 lojas pesquisadas num mesmo produto na Capital. Segundo o superintendente em exercício, Alexandre Rezende, tamanha diferenciação não têm justificativa, porém não há tabelamento que impeça isso. “Para que o consumidor evite cair nesse tipo de situação, a orientação é pesquisar e não comprar na primeira papelaria que entrar”, diz.

Economia
Se o consumidor puder esperar e tiver paciência para enfrentar o tumulto das liquidações, pode comprar mais barato depois que as aulas iniciarem. Em 2010, entre meados de fevereiro e março, os preços do material escolar caíram em média 7%, de acordo com o órgão.

Outra orientação do Procon-MS é de não sair comprando tudo que está listado pelas escolas. Segundo Rezende, os pais devem ficar atentos às quantidades e tipo de produtos pedidos. “Só podem ser listados materiais de uso pedagógico e em quantidades para uso individual, não coletivo – pois os materiais de uso coletivo já estão inclusos na mensalidade. Também não pode ser exigido do aluno materiais de higiene pessoal, como sabonete e papel higiênico”, alerta. (AM)

Leia Também