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Iniciados os depoimentos das testemunhas de defesa de Agnaldo

1 JUN 10 - 06h:39
O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, começou a ouvir, na manhã de ontem, as testemunhas de defesa de Agnaldo Ferreira. Foi realizada audiência de interrogatório de quatro testemunhas, do total de oito arroladas. Entre as pessoas ouvidas estão um irmão do acusado, a esposa dele e o desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

O desembargador tinha a prerrogativa de marcar uma data diferente para o interrogatório, mas preferiu comparecer ao Fórum. O irmão e a cunhada de Agnaldo responderam a questionamentos sobre o fim do casamento do acusado e sobre a personalidade dele. Disseram, ainda, que conversaram com uma mulher que viu a discussão entre o dono de jornal, Aldemir Pedra Neto e João Afonso Pedra, e que ela não quis testemunhar. 

Júlio Roberto Siqueira Cardoso, por sua vez, contou que conheceu Agnaldo Ferreira através do filho do acusado, mas não eram amigos nem tinham contato frequente. O rapaz era aluno do magistrado em uma universidade particular e por conta disso conheceu o réu. Segundo o desembargador, Agnaldo Ferreira entregava a ele constantemente exemplares do jornal do qual é dono e que a “conversa” entre ambos nunca passou de 15 minutos.

A secretária de Estado de Assistência Social, Tânia Mara Garib, optou por não testemunhar no caso. Outras três pessoas que iriam falar a favor do réu faltaram. A defesa insistiu no interrogatório delas e por conta disso nova audiência está marcada para o dia 21 de junho, às 8h30min.

Protesto
Antes do início da audiência, familiares e amigos de Rogerinho colocaram faixas e cartazes em postes e na grade em frente ao Fórum. As frases solicitavam justiça, que para os manifestantes, nesse caso significa o retorno do dono de jornal à cadeia. Todos estavam vestidos com camiseta branca, com a foto do menino e com as frases: Caso Rogerinho pede justiça. Impunidade até quando? E se fosse com a sua família? Entre os presentes estavam a mãe do garoto, a avó, a bisavó e a tataravó, de 81 anos. Também participou da ação a comerciante Maria Aparecida dos Santos, 36 anos, mãe de Paulo Henrique Rodrigues, que foi assassinado durante um assalto no início deste ano, em Campo Grande. (NC)
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