Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Indústria em MS vai reduzir importação de fertilizantes em 75%

17 NOV 2010Por 05h:02

A fábrica de fertilizantes da Petrobras, em Três Lagoas, deverá, a partir de 2014, reduzir em 75% a importação brasileira de fertilizantes nitrogenados (amônia e ureia). A estimativa é de que a dependência externa oscile de 80% para apenas 20%. A primeira etapa do empreendimento, que com a fabricação de cerca de 1,3 milhão de toneladas ao ano deverá mudar os rumos do mercado no País, foi anunciada ontem, quando a empresa recebeu a Licença Prévia (LP) para instalação do Governo de Mato Grosso do Sul.

A terraplenagem do terreno de 556 hectares no município começa em abril de 2011, quando terão início as contratações, que chegarão a cinco mil para todas as etapas de construção. Em funcionamento, a unidade pretende empregar cerca de 500 trabalhadores, principalmente nas áreas de indústria e engenharia química, além de eletrônica, pelo alto grau de tecnologia que será empregado na indústria.

Segundo o gerente-executivo de Gás Química e Liquefação da Petrobras, Luís Eduardo Valente Moreira, que esteve ontem em Campo Grande para receber a licença, já foi dado início ao plano de qualificação da mão de obra que será empregada na fábrica, inclusive, no processo de construção. A empresa lançará mão também do Programa de Mobilização da Industria de Petróleo e Gás Natural (Pominp) para instrução dos trabalhadores.

Referência
Com o investimento de US$ 2,2 bilhões (R$ 3,8 bilhões), a Petrobras pretende transformar a fábrica de Mato Grosso do Sul em referência mundial do segmento. “Não queremos fazer uma fábrica que traga apenas progresso, mas queremos trazer a melhor tecnologia do mundo para cá, com menor impacto ambiental possível”, ponderou, ao anunciar que o empreendimento tem o compromisso de reduzir de 80% para 20% a dependência brasileira de fertilizantes importados.

O governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), afirmou que o impacto ambiental da Petrobras em Três Lagoas será zero. “Todos os detalhes e cuidados exigidos pela Secretaria de Meio Ambiente foram cumpridos. Em 2014 deveremos nos tornar grandes fornecedores de fertilizantes, mas não ainda o suficiente para atender toda a demanda. Por isso já pensamos na duplicação da fábrica e nos colocamos à disposição para isso”, disse.

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