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Campo Grande - MS, quarta, 12 de dezembro de 2018

Indústria de MS cresce 146% e muda o perfil produtivo

18 MAI 2010Por 06h:41
Carlos Henrique Braga

A indústria de Mato Grosso do Sul cresceu 146% em número de empreendimentos nas duas últimas décadas e, com mais de 9 mil empresas e 104 mil empregados, mostra sua nova cara hoje à noite, em Campo Grande, na Expo-MS, maior feira industrial do Estado (veja mais no box). O setor deixou para trás o tradicional carro-chefe da economia do Estado, a agropecuária, em 2004, turbinado, desde os anos 90, por incentivos fiscais do Governo do Estado que incluem redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em até 68%. A guerra tributária garantiu 2,9 mil novas empresas desde 2001, quando a Lei Complementar 93/01, batizada de MS Empreendedor, foi criada.

Enquanto as fábricas foram responsáveis por 16,6% do PIB em 2007 (R$ 4 bilhões), o campo contribui com 15,8% (R$ 3,7 bilhões); comércio e serviços lideraram com 67,5%. Os números estão no levantamento inédito elaborado pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Trabalho, e outros que comprovam a mudança no perfil econômico de MS.
A indústria também injetou gás nas exportações sul-mato-grosenses, e cresceu 750% entre 2000 e 2009. Nesse período, o total negociado passou de mirrados US$ 142,6 milhões (56% do total) para US$ 1,2 bilhão (68% do bolo).

Embora a carne in natura ainda seja o item preferido dos compradores, açúcar e etanol são vice-líderes, com US$ 160 milhões em vendas. O setor de papel e celulose — que colocou Três Lagoas, na divisa com São Paulo, no mapa — passou de figurante nas listas de exportação, em 2000, para um respeitoso quarto lugar, com US$ 78,3 milhões em comercialização.

Nos últimos 20 anos, a receita obtida pelas vendas externas saltou de US$ 23,6 milhões, em 1990, para US$ 1,2 bilhão, no ano passado, o que mostra crescimento de 5.000% no período.

Empregos
Essa nova cara é feita por fábricas de açúcar e etanol, alimentos, bebidas, roupas e metalmecânica — além do superaquecimento da construção civil gerada pela atual fase. São esses os segmentos mais promissores para quem deseja uma vaga na área. Segundo levantamento, a indústria da transformação empregou mais de 12 mil, em 2009, e foi o segundo no Brasil com maior crescimento de oportunidades — 5,3 mil postos, resultado 7,64% superior a 2008.
Ainda assim, foram os frigoríficos que absorveram mais gente: 22,9 mil; seguido de construção civil (22,7 mil); e açúcar e etanol (20,7 mil). No total, a indústria empregou 97,3 mil no ano passado e espera fechar este ano com 103,7 mil, com projeção de 117,6 mil empregados em 2011. Entre 1990 e 2009, o número de trabalhadores empregados no setor subiu de 32.398 para 104 mil, o que representa um aumento de 221%.

O plano do setor é continuar em expansão, com previsão de Valor Bruto de Produção de R$ 15,4 milhões em 2011 — 14,9 mihões devem ficar por conta da indústria de transformação.
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