Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

domingo, 17 de fevereiro de 2019 - 15h00min

Indústria de MS cresce 146% e muda o perfil produtivo

18 MAI 10 - 06h:41
Carlos Henrique Braga

A indústria de Mato Grosso do Sul cresceu 146% em número de empreendimentos nas duas últimas décadas e, com mais de 9 mil empresas e 104 mil empregados, mostra sua nova cara hoje à noite, em Campo Grande, na Expo-MS, maior feira industrial do Estado (veja mais no box). O setor deixou para trás o tradicional carro-chefe da economia do Estado, a agropecuária, em 2004, turbinado, desde os anos 90, por incentivos fiscais do Governo do Estado que incluem redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em até 68%. A guerra tributária garantiu 2,9 mil novas empresas desde 2001, quando a Lei Complementar 93/01, batizada de MS Empreendedor, foi criada.

Enquanto as fábricas foram responsáveis por 16,6% do PIB em 2007 (R$ 4 bilhões), o campo contribui com 15,8% (R$ 3,7 bilhões); comércio e serviços lideraram com 67,5%. Os números estão no levantamento inédito elaborado pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Trabalho, e outros que comprovam a mudança no perfil econômico de MS.
A indústria também injetou gás nas exportações sul-mato-grosenses, e cresceu 750% entre 2000 e 2009. Nesse período, o total negociado passou de mirrados US$ 142,6 milhões (56% do total) para US$ 1,2 bilhão (68% do bolo).

Embora a carne in natura ainda seja o item preferido dos compradores, açúcar e etanol são vice-líderes, com US$ 160 milhões em vendas. O setor de papel e celulose — que colocou Três Lagoas, na divisa com São Paulo, no mapa — passou de figurante nas listas de exportação, em 2000, para um respeitoso quarto lugar, com US$ 78,3 milhões em comercialização.

Nos últimos 20 anos, a receita obtida pelas vendas externas saltou de US$ 23,6 milhões, em 1990, para US$ 1,2 bilhão, no ano passado, o que mostra crescimento de 5.000% no período.

Empregos
Essa nova cara é feita por fábricas de açúcar e etanol, alimentos, bebidas, roupas e metalmecânica — além do superaquecimento da construção civil gerada pela atual fase. São esses os segmentos mais promissores para quem deseja uma vaga na área. Segundo levantamento, a indústria da transformação empregou mais de 12 mil, em 2009, e foi o segundo no Brasil com maior crescimento de oportunidades — 5,3 mil postos, resultado 7,64% superior a 2008.
Ainda assim, foram os frigoríficos que absorveram mais gente: 22,9 mil; seguido de construção civil (22,7 mil); e açúcar e etanol (20,7 mil). No total, a indústria empregou 97,3 mil no ano passado e espera fechar este ano com 103,7 mil, com projeção de 117,6 mil empregados em 2011. Entre 1990 e 2009, o número de trabalhadores empregados no setor subiu de 32.398 para 104 mil, o que representa um aumento de 221%.

O plano do setor é continuar em expansão, com previsão de Valor Bruto de Produção de R$ 15,4 milhões em 2011 — 14,9 mihões devem ficar por conta da indústria de transformação.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Nenhum candidato se atrasa para concurso de Magistério
PROVA

Nenhum candidato se atrasa para concurso de Magistério

Deputados temem estoque
IMPORTAÇÃO

Deputados temem estoque "monstruoso" de leite da UE

Operação da PM aborda 117 pessoas   e apreende drogas durante a noite
OPERAÇÃO SATURAÇÃO

PM aborda 117 pessoas e apreende drogas

Anta é fotografada de madrugada   ao cruzar rua de shopping
SHOPPING

Anta é fotografada
ao cruzar rua movimentada

Mais Lidas