Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

Sidrolândia

Índios ameaçam invadir novas fazendas e há risco de conflitos, diz proprietário

13 MAI 2011Por Laís Camargo18h:13

Após reunião que durou mais de três horas na Câmara Municipal de Sidrolândia, o clima é de insegurança e iminência de conflito entre indígenas e proprietários rurais. Das nove aldeias envolvidas nas questões de reintegração de posse, apenas um representante compareceu para discutir as questões com representante do Ministério Público Estadual (MPE), o presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia, e representante da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

São mais de mil índios acampados na fazenda 3R. Após a reunião o representante do MPE e o advogado da fazenda foram até o local para confirmar denúncias de roubo de madeira e matança de 47 animais, além de tentar conversar com os indígenas terena da aldeia Buriti. “Na reunião percebi que entre os índios existes rixas por interesses diversos, um grupo quis abrir negociação, outro está interessado em interditar a estrada para exteriorização pública e o terceiro grupo parece mais violento, estão invadindo a 3R e querem invadir outras quatro fazendas”, analisa Roberto Bacha, proprietário da área invadida.

A situação parece mexer com a classe produtora, que tem se unido em busca de soluções para uma situação que já dura 11 anos. Fazendeiros de Maracaju, Antônio João e outras cidades do Estado estiveram presentes na reunião. No momento não há policiais na área invadida e os indígenas estão em posse de armas de fogo. “Nessa situação a posse da terra, a escritura, parece ser ignorada. Nós não temos nada contra os índios, mas se há uma dívida social, ela não é exclusiva dos fazendeiros, é de toda sociedade”, afirma Bacha.
 

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