Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

EXTERIOR

Imposto maior não deve barrar as compras

29 MAR 2011Por infomoney00h:01

O aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas compras com cartão de crédito feitas no exterior deve reduzir apenas marginalmente o consumo de turismo, na opinião da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo publicado no DOU (Diário Oficial da União) nesta segunda-feira (28), a alíquota do imposto vai subir de 2,38% para 6,38%.

A Fecomercio disse que os diferenciais de preços entre produtos vendidos no Brasil e no exterior são muito maiores do que os quatro pontos percentuais de aumento do IOF. “A Fecomercio não duvida que, mesmo pagando mais impostos, o consumidor não deixará de importar”, disse em nota.

Em um exemplo, a federação mostra que importar de forma regular um relógio para o Brasil de US$ 210 tem um custo final de R$ 746,60 para o viajante, enquanto que comprá-lo em um grande shopping de São Paulo sairia por R$ 2,6 mil.

Mais medidas
A Fecomercio disse acreditar que o BC chegou à conclusão de que não vai conseguir reduzir rapidamente a inflação nem conter o consumo apenas elevando a taxa básica de juro. Por isso, o governo deve acionar o canal de crédito e a frente tributária para reduzir as compras.

A federação disse ter a percepção de que o pacote de restrições está apenas se abrindo. Com base nos discursos das autoridades econômicas e na última ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, a entidade espera novas medidas de restrição ao consumo interno e externo em breve.

“A rigor, precisamos lutar por medidas que ampliem a capacidade de produção e o consumo, bem como o grau de competitividade de longo prazo, para não termos que adotar novas medidas esporádicas e pontuais”, alertou o diretor executivo da Fecomercio, Antonio Carlos Borges.

“O consumo internacional faz parte do livre comércio, mas certamente em condições mais próximas das ideais, mais consumidores poderão ter acesso, aqui mesmo no Brasil, a uma gama muito maior de produtos, nacionais e importados, nos nossos estabelecimentos, contanto que os preços estejam alinhados aos praticados internacionalmente”, acrescentou.
 

Leia Também