Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

TRANSIÇÃO NO PODER

Impasse impede a posse de Délia como prefeita de Dourados

21 SET 2010Por 08h:06

Fábio Dorta e Antonio Viegas, de Dourados

Impasse impediu ontem a posse da presidente da Câmara Municipal de Dourados, Délia Razuk (PMDB), como prefeita interina. A assessoria do juiz-prefeito Eduardo Machado Rocha informou que ele transmitiria o cargo a Délia ontem, às 18h, o que acabou não acontecendo. O próprio juiz foi até a sede do Legislativo para comunicar a Délia de que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) recebeu um questionamento sobre a legalidade da posse dela no cargo porque, embora preso, o vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR) não está oficialmente afastado.
Eduardo Rocha disse ao Correio do Estado que não tinha conhecimento de quem fez a consulta ao TJ-MS sobre a legalidade da posse de Délia. “Apenas recebi um comunicado do Tribunal para que eu continue à frente da prefeitura até que a situação seja resolvida. Eu espero que isso seja resolvido até amanhã (hoje)”, afirmou Rocha.

Medo
Mesmo com policiamento reforçado, apenas seis dos 12 vereadores compareceram às duas sessões realizadas na Câmara Municipal de Dourados. A falta de quórum impediu que fossem votados projetos e também escolhidos os três membros da Comissão Processante, instalada com o objetivo de abrir processo de impeachment do prefeito Ari Artuzi (sem partido), que foi afastado do cargo e está preso em Campo Grande.
Também não foi possível a eleição do substituto de Humberto Teixeira Júnior (PDT) na 1º secretaria da mesa diretora. Teixeira Júnior está preso, renunciou ao cargo e pediu licença por 35 dias. As duas sessões foram bastante rápidas.
Compareceram à sessão a presidente Délia Razuk, o vice-presidente Dirceu Longhi (PT), e os vereadores Cemar Arnal e Albino Mendes (PR), Cido Medeiros (DEM) e Júlio Artuzi (PRB). Júlio foi o único dos vereadores presos na Operação Uragano da Polícia Federal a comparecer. Ao contrário do que o Correio do Estado publicou segunda-feira, Cido não é um dos denunciados pelo Ministério Público.
Entre os seis que faltaram, Sidlei Alves (DEM) continua preso. Marcelo Barros (DEM) e Aurélio Bonatto (PDT) apresentaram na secretaria do Legislativo atestados médicos. Zezinho da Farmácia (PSDB), Gino Ferreira (DEM) e José Carlos Cimatti (PSB) não justificaram suas ausências. (colaborou Maria Matheus)

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