Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

NA PLANTA

Imóveis têm valorização média de 20% na Capital

1 OUT 2010Por 12h:15

EVELIN ARAÚJO

Os preços dos imóveis vendidos ainda na planta aumentaram, em média, 20% em Campo Grande por conta do Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC) - e da valorização do imóvel neste ano. O INCC é desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas, reajustado mensalmente e utilizado por 18 capitais do País. Já a valorização do imóvel é calculada de acordo com o entendimento do corretor da construtora, que avalia o custo das casas e apartamentos no entorno do bairro onde é construído o empreendimento.

Um imóvel de 72 a 75 m² da Construtora Plaenge, por exemplo, custava há um ano R$ 209 mil. Hoje, ele custa cerca de R$ 260 mil. "É a valorização de mercado e do entorno da região da obra", avalia Flávio Fabrão Moraes, gerente comercial da empresa. "Um apartamento de 241m², há um ano, valia 890 mil reais e hoje vale R$ 1 milhão e 50 mil reais." O preço do apartamento foi reajustado de acordo com o INCC e com a valorização calculada, no caso da Plaenge, para cada imóvel dependendo de sua localização. "O índice fica em torno de 25% a 30%, no geral, mas existem empreendimentos com valorização muito maior", afirma.

A MRV Construtora estima reajuste de 10% para este ano nos seus apartamentos. "Em novembro de 2009, um apartamento de 48 m² custava R$ 80 mil e agora custa R$ 88 mil. A construtora trabalha com imóveis direcionados à classe "C" de consumidores", informou Carlos Noronha, gestor comercial regional. A valorização, neste caso, se deu pelo desenvolvimento da região do Tiradentes e pelo fato da quantidade de contrutoras presentes na Capital, que encarecem o custo do material de contrução. 

Desvalorização

A desvalorização do entorno afeta tantos os imóveis na planta como os já entregues prontos. O presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul - SECOVI-, Marcos Augusto Netto, lembra os problemas que existem até hoje na região da ferroviária. "Antigamente, a região da Calógeras era muito valorizada porque no fim da Av. Mato Grosso a rua terminava na região da Calógeras e os carros passavam muito por ali. Com a desativação dos trilhos o movimento diminuiu e a região ficou menos movimentada".

De acordo com Carlos Eduardo, do Conselho Regional de Corretores de Imóveis - CRECI, o órgão não fiscaliza os reajustes feitos por cada construtora.

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