domingo, 15 de julho de 2018

RECUPERAÇÃO

IBGE mostra reação no emprego industrial

8 OUT 2010Por G110h:50

Os dados do mercado de trabalho industrial em agosto mostram uma predominância de resultados positivos que confirmam a crescente recuperação do emprego no setor, ainda que o patamar da ocupação se mantenha ainda abaixo do recorde de setembro de 2008, segundo observou o técnico da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. "Muito mais do que o aumento de 0,1% no emprego da indústria ante julho, os dados de agosto mostram uma manutenção da trajetória ascendente de contratações no setor", disse.

Macedo destacou o retorno do crescimento no número de horas pagas, de 0,8% em agosto ante julho, após uma queda de 0,3% em julho ante o mês anterior. Segundo ele, essa alta reflete o pequeno aquecimento registrado na atividade industrial, no terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre do ano.

O técnico da coordenação de indústria salientou ainda que o crescimento do emprego foi generalizado, em todas as regiões e na maior parte dos segmentos investigados. Segundo ele, a ocupação industrial vem sendo puxada pelas atividades que estão impulsionando a produção industrial, como máquinas e equipamentos, meios de transporte e eletroeletrônicos.

Não há detalhamento dos dados setoriais ante o mês anterior mas, na comparação com agosto do ano passado, os destaques de crescimento na produção da indústria ficaram com máquinas e equipamentos (12,7%), meios de transporte (9,5%), produtos de metal (9,0%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,8%), calçados e couro (8,0%) e metalurgia básica (12,9%).

Apesar da continuidade na trajetória de recuperação, Macedo lembrou que a ocupação na indústria ainda estava, em agosto, em patamar 1,8% inferior ao recorde de setembro de 2008, antes dos efeitos nocivos da crise sobre o setor. Segundo ele, o ajuste no mercado de trabalho à crise foi ainda mais forte do que ocorreu na produção, que já havia superado o patamar anterior às turbulências em março de 2010.

No que diz respeito à queda de 2,9% na folha de pagamento real da indústria em agosto ante julho, Macedo disse que é "pontual" e reflete um efeito de base de comparação importante do resultado de julho, quando houve aumento de 1,9% na folha ante o mês anterior, alavancado pelo pagamento de bônus e benefícios em empresas da indústria extrativa. "É uma queda natural e pontual, no mês que vem já não haverá essa influência", afirmou. Ante agosto do ano passado, a folha aumentou 9,0%.
 

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