terça, 17 de julho de 2018

OPERAÇÃO TÉRMITAS

Ibama fiscaliza empresas para garantir madeira de origem legal

11 FEV 2011Por DA REDAÇÃO16h:30

Termina hoje a primeira etapa de fiscalização do uso de madeiras na construção civil de Mato Grosso do Sul. Desta vez a fiscalização do Ibama é mais no sentido de orientar as empresas do setor de construção civil das regras da legislação ambiental.

A fiscalização do Ibama começou há uma semana e até agora já foram vistoriadas 51 empresas em Campo Grande, Três Lagoas, Dourados e Corumbá. Destas empresas vistoriadas  36 foram notificadas e 8 foram autuadas por falta de Cadastro Técnico Federal, documento obrigatório para todas as construtoras  que utilizam madeira nos canteiros de obras da construção civil espalhados pelo Estado.

Serão  vistoriadas cerca de 80 empresas em Campo Grande e mais 50 em Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã.

A operação de fiscalização denominada Térmitas, têm caráter nacional e visa checar se os consumidores  de madeira no país e em Mato Grosso do Sul estão usando madeira de origem legal  e contam  com o Documento de Origem Florestal. A maior parte da madeira consumida hoje no Estado  por exemplo, é proveniente  do bioma amazônico.

Além da checagem do porte obrigatório do DOF, a fiscalização do Ibama está também verificando se as construtoras estão  com o Cadastro Técnico Federal em ordem no Ibama e se apresentaram o relatório anual de atividades exigido pela legislação sobre o tema.

Desde a criação do sistema DOF em 2006 que permite ao Ibama rastrear a origem, o transporte e o destino da madeira produzida no país, a fiscalização do órgão vêm sendo reforçada ano a ano. A necessidade de coibir a derrubada ilegal da floresta amazônica e de matas nativas daqui mesmo do Estado torna essas operações extremamente necessárias para a preservação dos biomas alvos de desmatamentos, é o que diz Luiz Benatti, chefe da Divisão de Proteção Ambiental, responsável pela fiscalização do Ibama em Mato Grosso do Sul.

Para Benatti a comprovação da origem legal da madeira usada largamente na construção civil no Estado vai tornar esse mercado  mais transparente e correto, diz ele “ e vamos estar cumprindo com nossa tarefa de ajudar a preservar os nossos recursos naturais  e fazer com que seu uso se dê de maneira sustentável”, conclui.

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