quarta, 18 de julho de 2018

PARANÁ-PARAGUAI

Ibama fiscaliza carregamentos de produtos perigosos em hidrovia

3 FEV 2011Por DA REDAÇÃO17h:46

O transporte de cargas perigosas na hidrovia envolve produtos como combustível, minério de ferro, produtos químicos como tintas, gás, nafta e carvão e precisam ter licenciamento do órgão ambiental para transitar pela hidrovia. A hidrovia conta hoje com uma movimentação de cargas em torno de 5,849 milhões de toneladas/ano. A maior parte das cargas são de minério de ferro, manganês, grãos e clínquer (matéria prima do cimento) rio abaixo; fertilizantes, combustível e cargas em geral rio acima.

Esta é a primeira operação de fiscalização de cargas perigosas que o Ibama vai fazer na hidrovia Paraná-Paraguai. Por isso a preocupação da coordenação do Comitê é mais a de orientar e notificar as embarcações que estão irregulares ou sem licenciamento.

A equipe de fiscais do Ibama conta com o apoio da Polícia Militar Ambiental e da Capitania dos Portos da Marinha de Ladário e permaneceu no rio até o final da tarde de hoje. Estiveram na embarcação da Marinha três fiscais do Ibama, dois agentes da Polícia Militar Ambiental e quatro integrantes da Marinha.

A fiscalização começou ontem pela manhã, com a lancha da marinha subindo o rio em direção à Cáceres no Mato Grosso. A lancha deve percorrer 100km rio acima de Corumbá até a Baia do Castelo. Depois a embarcação retorna a Corumbá e vai até o Porto da Manga rio abaixo, percorrendo outros 75 km na hidrovia.

De acordo com Reginaldo Yamaciro, analista ambiental do Ibama MS que coordena o Comitê COPAE-MS esse trajeto foi escolhido por apresentar tráfego mais intenso de embarcações na hidrovia.

A fiscalização verifica as condições das cargas e notificar os transportadores caso não tenham o licenciamento obrigatório para o transporte desses produtos através da hidrovia.

Para a superintendência do Ibama MS, essa fiscalização visa reforçar os trabalhos de proteção ambiental dentro do bioma pantanal, uma das prioridades da instituição no Estado e também é decorrência da expedição no rio Paraguai realizada pelo superintendente David Lourenço há cerca de dois meses em que foi constatado também problemas como o excesso de poeira de minério de ferro no embarque do produto em portos da hidrovia.

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