Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

CONTRA O CÂNCER

Hospital Universitário está sem previsão para reativar setor de radioterapia

30 OUT 2010Por DANIELLA ARRUDA03h:40

Pacientes com câncer terão que aguardar até o ano que vem para poder ser atendidos pelo aparelho de radioterapia do Hospital Universitário (HU) de Campo Grande. A demora está relacionada a problemas na documentação de importação de outros dois equipamentos exigidos pela Vigilância Sanitária para liberar a reativação do aparelho, que está inoperante há dois anos. Conforme informações da assessoria de imprensa, a previsão é de que a documentação passe por adequações ainda neste mês, sendo encaminhada para empresa no Rio de Janeiro responsável pelo processo de importação. Mesmo assim, o trâmite burocrático leva em torno de 90 dias para ser concluído.

No fim de setembro, depois de receber questionamento do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS), o HU alegou que seu aparelho para radioterapia estava consertado e que só dependeria de autorização da Vigilância Sanitária para começar a funcionar e assim desafogar a fila de espera de pacientes com câncer no Estado. A previsão inicial era de que o serviço seria retomado em outubro, porém a necessidade de compra de mais dois equipamentos — um dosímetro clínico e um monitor de área, responsáveis por medir a radiação emitida pelo aparelho de radioterapia, acabou suspendendo esse cronograma. A alegação do hospital é que sem os equipamentos, que são importados, a Vigilância Sanitária não autoriza a realização de sessões de radioterapia.

Atualmente, a lista de espera para o tratamento contra o câncer tem 166 nomes em Mato Grosso do Sul, segundo o MPF/MS. A instituição cobra da Prefeitura de Campo Grande e do Governo do Estado a estruturação da radioterapia na rede pública de saúde. Uma das saídas seria reestabelecer o serviço no Hospital Universitário. Em reunião realizada na última semana entre o MPF e representantes das secretarias de Saúde estadual e municipal, foi estabelecido o prazo de 17 de novembro para o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande apresentarem proposta para acabar com a fila de espera pelo tratamento.

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