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Distrito Federal

Hospital da criança com câncer levará nome de Alencar

30 MAR 2011Por terra13h:22

Especializado no tratamento de câncer infantil e doenças graves, o futuro Hospital da Criança de Brasília será batizado com o nome do ex-vice-presidente José Alencar. O anúncio, feito nesta quarta-feira pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, reflete, conforme explicou o petista, a necessidade de se homenagear o político, morto na terça aos 79 anos após 13 anos de luta contra diversos tipos de câncer.

"Ele, com dona Mariza, tem ajudado o Hospital da Criança. Junto com a Abrace, faremos um contrato de gestão para abrir o hospital. Como forma de homenageá-lo, vai ser colocado o nome dele nesse hospital, que é o símbolo da vida, o Hospital da Criança", disse Agnelo no velório de Alencar, realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto. José Alencar era um grande doador para a viabilização do hospital, que deverá ser inaugurado ainda neste semestre.

"É um grande patriota, um grande brasileiro. Convivi muito próximo, todo o mandato com ele, temos uma grande amizade pessoal", resumiu Agnelo, que foi ministro do Esporte no governo Lula.

Alencar enfrentava câncer desde 1997
O empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar morreu às 14h41 de terça-feira, aos 79 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar morreu em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos. Ele lutava contra a doença desde 1997. Ao todo, foi submetido a 17 cirurgias nos últimos 13 anos.

O ex-vice-presidente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

Alencar nasceu em 17 de outubro de 1931, num povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 habitantes no interior de Minas Gerais, próxima à fronteira com São Paulo. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do País. Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, conquistou uma vaga no Senado Federal pelo Estado. Elegeu-se vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, tendo sido reeleito junto com o petista em 2006.

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