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26 JUL 10 - 07h:48
Em maio, conforme último dado disponível do Detran, havia 367 mil veículos registrados em Campo Grande, o que representa 9% mais que os 338 mil com registros em maio do ano anterior. Ou seja, por dia entram, em média, 79  carros e motos novos na frota da cidade. E, estes são dados não somente do último ano. Há pelo menos cinco que é registrada esta média de crescimento.Um fenômeno que provoca reflexos em absolutamente todo o funcionamento da cidade. O primeiro deles é a lentidão do trânsito, há muito reconhecido e que até agora bem pouco foi feito para encontrar saídas. Outro problema é a falta de espaço para estacionar tanto carro quanto moto. A invasão de calçadas não para de crescer. Por outro lado, existe uma infinidade de proprietários que simplesmente rebaixam o meio-fio de seus terrenos inteiros e literalmente roubam o espaço  para que terceiros possam estacionar na rua.   Se os proprietários de  estabelecimentos comerciais reservaram espaço para que clientes estacionem em frente às lojas, não há necessidade de rebaixarem todo o meio fio. O lógico seria que deixassem somente o espaço suficiente para que os veículos entrem e saiam. Mas não é isto que se verifica numa infinidade de endereços.
    Agora, mais de meia década depois do começo do boom dos carros e motos, finalmente as autoridades parece que se tocaram de que algo precisa ser feito para devolver o espaço público aos seus verdadeiros donos. Antes de darem início às multas, prometem fazer uma campanha de esclarecimento para deixar claro o que é correto e o que não é. Prometem, ainda, dar prazo para que os proprietários de imóveis façam as adaptações necessárias. Somente depois disso é que serão aplicadas as multas. A promessa é sempre a mesma: campanha educativa e depois multa. Porém, até hoje simplesmente não se tem notícias de absolutamente nenhuma destas prometidas campanhas de esclarecimento. Se não fosse a imprensa dar espaço para determinados temas, as punições sempre cairiam de sopetão. Recentemente começaram a ser instalados os chamados equipamentos de olho-vivo em alguns semáforos. Nestes, nem mesmo uma faixa existe para esclarecer que o desrespeito será passível de multa nos próximos dias. Embora todos os condutores saibam que semáforo existe para ser respeitado, o objetivo principal de qualquer equipamento eletrônico jamais pode ser a multa. O primordial é a segurança no trânsito.
    Por isso, espera-se que no caso dos estacionamentos irregulares, que levam condutores  inadvertidos a deixarem, muitas vezes, seus veículos parcialmente obstruíndo as calçadas, aconteça realmente um trabalho de esclarecimento antes do início da emissão de multas, que chegam a quase R$ 600 reais. Além disso, o que o poder público precisa, com urgência, é implantar ou incentivar a abertura de estacionamentos, principalmente na região central, pois até agora tudo o que se fez foi abrir espaço para a Flexpark e colocar agentes de trânsito para multar aqueles que desrespeitam as regras do serviço, o que garante faturamento satisfatório à empresa que até hoje ninguém sabe a quem realmente pertence.
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