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Homem andou 50 mil km para espalhar mensagem: 'Ame a vida'

13 MAR 14 - 20h:36Jornal Ciência

Há 14 anos, Steve Fugate tomou para si que iria andar toda a América como terapia, depois de perder os filhos.

Desde então, ele já alcançou seu objetivo 6 vezes e está atualmente em sua sétima tentativa. Através de sua jornada extraordinária, ele deseja espalhar apenas uma mensagem simples: “Ame a vida”. Ele começou sua última caminhada em 23 de março do ano passado e ainda está forte. Ele já passou por 21 estados e tem mais 27 para ir. "Meus pés incham, meus joelhos se ferem, minhas pernas doem. Eu não gosto de andar, mas eu faço isso especificamente por uma razão", disse ele. Com 67 anos de idade, Steve andou mais de 50 mil quilômetros desde que estabeleceu, pela primeira vez, suas caminhadas lendárias, pois achou que era uma ótima maneira de espalhar o amor depois que perdeu seus filhos.

O ano de 1999 foi um ano particularmente difícil para ele. Estava passando por um casamento fracassado e seu negócio não tinha tido sucesso. Para piorar a situação, seu filho Stevie, de 26 anos, foi condenado por dirigir embriagado. Foi tudo ficando um pouco demais para suportar, de modo que Fugate decidiu fazer uma trilha de 3.400 km no Appalachian Trail, deixando seu filho no comando do negócio.

Infelizmente, o jovem Stevie também estava lidando com vários problemas graves no momento e se suicidou. Fugate recebeu a trágica notícia quando viajava pela Pensilvânia. "Quando ele colocou uma arma na sua boca e puxou o gatilho, ele acabou com a minha vida também", disse o pai com o coração partido. Depois de um breve período de luto, ele trabalhou sua mente para terminar a caminhada. Este acabou por ser uma decisão que alterou sua vida. "Quando eu estava lá fora, algo aconteceu comigo. Eu não poderia imaginar qualquer outro ser humano passando pelo que eu fiz”.

Entretanto, os problemas da Fugate estavam longe de acabar. Em 2005, uma tragédia o abateu novamente. Desta vez, ele perdeu sua filha em uma overdose acidental de drogas, que foram feitas para tratá-la de uma esclerose múltipla. Foi quando ele desistiu de tudo, acabou o seu negócio e decidiu andar como uma terapia. Ele chama isso de "Trail Therapy”. "Eu tentei todo tipo de terapia de grupo que havia e não funcionou. Eu comecei o meu próprio grupo. Deus não faz terapia de grupo, é estritamente um para um".

Por um tempo, Fugate criou uma organização sem fins lucrativos para aceitar doações para a sua causa, mas logo parou. Agora, ele se recusa a aceitar qualquer tipo de caridade. Ele só anda para aumentar a conscientização sobre a depressão e o suicídio, e incentivar as pessoas a amarem a vida. "Eu perdi meus dois bebês. Se eu posso amar minha vida, qualquer um pode", disse ele. Sua esperança constante está em dissuadir as pessoas de tomar a medida drástica de acabar com suas vidas. "Esse é o extremo oposto do espectro. Se você ama a vida, você não precisa termina-la assim”.

"Você pode fazer o que quiser na vida, exceto machucar outras pessoas. Você não tem permissão para tirar sua própria vida. Ela não pertence apenas a você. Você não está se livrando de sua dor, está passando-a para outra pessoa". Fugate não tem certeza de quantas pessoas ele pode ter salvo até o momento. "Eu tentei contá-los, mas eu não consegui", disse ele. Quando lhe foi dito que ele teve um impacto sobre pelo menos 10 pessoas que estavam no ato de se matar, ele disse: "Não há nada melhor do que isso".

Fugate sempre sai em uma caminhada com uma placa que diz: "Ame a vida”. Ele diz que isso traz à tona o melhor das pessoas. Algumas pessoas dão-lhe lanches e água, outros oferecem-lhe dinheiro. "Isso acontece o tempo todo", disse ele. "As pessoas pensam que sou um sem-teto, mas eu não sou. Eu nunca peço dinheiro, as únicas coisas que eu sempre peço é uma garrafa de água ou um lugar para carregar meus eletrônicos, meu celular e laptop".

Ele precisa dos seus eletrônicos o tempo todo para que ele possa postar sobre sua jornada em sua página no Facebook. Fugate tem mais de 5.000 amigos e também mantém um site chamado Trailtherapy.com. "Eu vou no Facebook e dou a todos uma enxurrada de atos de bondade. As pessoas dizem: “Estou feliz que ainda há pessoas boas lá fora".

Fonte: Navigator Journal 

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