MENSALÃO

Há muitas provas para condenação, diz senador

Há muitas provas para condenação, diz senador
16/08/2012 00:00 - AGÉNCIA SENADO


Em pronunciamento ontem (15), o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) criticou a tese de inexistência de provas do mensalão e disse que quem a defende comete uma blasfêmia.
- As provas existem e poderíamos tê-las em número maior se tivéssemos oportunidade de investigar mais, mas são suficientes para a condenação dos réus, a menos que considerem prova única e exclusivamente a confissão em documento assinado pelos criminosos – afirmou.

O senador citou o depoimento espontâneo de Duda Mendonça à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista dos Correios, em que o publicitário, réu em processo de corrupção, admitiu ter recebido do PT, em um paraíso fiscal, recursos superiores a R$ 25 milhões, não declarados à Receita Federal e à Justiça Eleitoral. Duda foi o marqueteiro da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva de 2002.

"Foram cometidos] crimes contra o sistema financeiro nacional, contra o sistema tributário nacional, e crime eleitoral, contaminando o mandato do presidente da República", afirmou.
Alvaro Dias apontou fatos que justificavam inclusive a instalação de procedimentos para abertura de processo de impeachment de Lula, que de acordo com o senador, cometeu, na melhor das hipóteses, o crime de responsabilidade, ao prevaricar, sabendo da existência do mensalão.

O parlamentar disse ainda que o valor anunciado como prejuízo decorrente do mensalão está “muito aquém da realidade”, disse Alvaro Dias. Os prejuízos foram muito superiores, porque há fatos que não integram a ação penal, como os que dizem respeito à transferência da carteira de crédito consignado pela Caixa Econômica Federal (CEF) ao banco BMG, com valores superiores a R$ 1 bilhão, que proporcionaram ganho de R$ 290 milhões pelo BMG.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".