segunda, 16 de julho de 2018

SAÚDE PÚBLICA

Guarujá enfrenta novo surto de diarreia

7 JAN 2011Por ESTADÃO02h:41

Um ano após o Guarujá, na Baixada Santista, enfrentar um surto de diarreia, turistas e moradores voltaram a lotar as unidades de saúde com o mesmo problema. Desde domingo, 850 pacientes passaram por médicos: 500 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e 350 no Hospital Santo Amaro, em Pitangueiras.

As duas unidades costumam atender, juntas, uma média de 60 pessoas por dia. No caso da UPA, cuja responsabilidade é da prefeitura, houve até reforço no atendimento, com a montagem de uma tenda climatizada no lado de fora da unidade. Ali, adultos e crianças com diarreia, vômitos, dores no corpo e febre recebem soro e outras medicações diariamente.

Pacientes ouvidos pela reportagem contaram que as filas nos hospitais chegaram a cinco horas. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Ana Teresinha Lopes Plaza, já foi detectado que 30% dos pacientes são turistas que estavam nas Praias de Pitangueiras e da Enseada.

Para Ana, a situação ainda não é alarmante, apesar de o número de pacientes atendidos na UPA ser o mesmo da temporada passada, quando 500 pessoas procuraram ajuda médica entre 30 de dezembro de 2009 e 3 de janeiro de 2010. "Nesta época de verão, a população aumenta até quatro vezes e esse quadro é esperado, por causa do calor e da má higiene na praia", disse a diretora. Ela contou que os casos de virose representam, por enquanto, 10% dos atendimentos na cidade.

A prefeitura não descarta a hipótese de problemas relacionados à comida consumida na praia ou com a água do mar ou das torneiras.

"Com a chuva, parte do lençol freático também acaba contaminado", disse a diretora. "É muito leviano dizer que foi a água, mas estamos investigando."

O designer Danilo Fernando Torres, de 24 anos, foi um dos turistas que terminaram o fim de semana no hospital. Ele e a namorada, Marília Vieira dos Santos, de 23, começaram a passar mal, segundo ele, após um mergulho no mar da Enseada. "Não comemos nada de diferente. E outros amigos meus tiveram a mesma coisa", contou.

Em 2010, o Instituto Adolfo Lutz revelou que um "norovírus", presente no alimento e na água, foi responsável pelo surto. A Cetesb não comentou a possibilidade de a água do mar ser a causadora da doença e disse ser preciso aguardar o resultado da balneabilidade das praias. Procurada, a Sabesp informou, por e-mail, que "garante a qualidade da água".

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