sábado, 21 de julho de 2018

Guarda municipal agredido por adolescentes em escola

25 SET 2010Por 09h:36

karine cortez

Dois adolescentes de 17 anos espancaram o guarda municipal W.F.X., de 28 anos.  O.F.C. e B.V.C. partiram para  agressão depois de serem repreendidos pelo agente, por estarem, em horário de aula, do lado de fora da Escola Municipal Osvaldo Cruz, situada na Avenida Noroeste, região central de Campo Grande.
Os adolescentes ficaram revoltados com o procedimento e passaram a proferir  palavras de baixo calão ao guarda municipal. Não satisfeitos, começaram a agressão física contra o funcionário público, desferindo-lhe socos, chutes e pontapés.
“Foi uma situação horrível e a gente se sente impotente. Somos treinados para não reagir às agressões e apenas fazer a contenção do agressor. Foi isso que eu fiz”, contou o guarda municipal, que além das lesões, teve o óculos quebrado durante a ação dos jovens.
De acordo com as informações, os agressores estavam tão enfurecidos que foi necessária a intervenção de seguranças do Mercado Municipal – situado em frente à escola – para contê-los.

Passado
Os agressores, O.F.C., 17 anos, e B.V. da C., estudam na Escola Osvaldo Cruz e tem passagens pela polícia. B.V. estava em liberdade assistida, depois de ter sido apreendido traficando drogas. O outro menor já havia sido detido por lesão corporal dolosa.  Agora, com o novo episódio, os dois vão responder por lesão corporal dolosa.
Em depoimento à titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), delegada Maria de Lourdes Souza Cano, os menores não demonstraram arrependimento e fizeram questão de deixar claro a falta de respeito para com os guardas municipais. “Só porque fizemos piadinhas tirando sarro neles, eles acham que tem o direito de prender a gente?”.
A Polícia Militar esteve no local para fazer a remoção dos adolescentes até a Deaij, que se encarregou da apuração do ato infracional.

Escola
A Escola Municipal Osvaldo Cruz tem uma metodologia de ensino diferenciada das demais e através do projeto Traje (Travessia Educacional do Jovem Estudante) dá oportunidade a jovens de 15 a 17 anos que interromperam os estudos e decidiram voltar à sala de aula.
“Nossa função nessa escola é coibir a aproximação de marginais que são usuários e traficantes de droga e ficam perambulando pela área central. Por isso sempre estamos de olho nos alunos para que não se misturem com quem não é da escola evitando assim a prática de crimes no local”, enfatizou o sargento da Polícia Militar e chefe do núcleo de Justiça e Disciplina da Guarda Municipal, Jullivan Portela.
O sargento Portela não autorizou divulgação de imagens do guarda municipal agredido para preservar a integridade física do agente.
“Alguns jovens que são do mesmo grupo dos que foram detidos podem querer se vingar e por isso vamos preservá-lo”, justificou.

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