Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

CORUMBÁ

Grupo que faria romaria é lesado em R$ 100 mil

2 JUN 2011Por EVELIN ARAUJO07h:49

Um grupo de 168 pessoas de Corumbá (MS) foi lesado em mais de R$ 100 mil na véspera da viagem que fariam a Aparecida, em São Paulo. Durante um ano, eles pagaram uma taxa mensal, no valor de R$ 50, a fim de cobrir as despesas da romaria. Na noite de terça-feira , 31, um dia antes da excursão, eles descobriram que a responsável pela organização teria fugido com todo o dinheiro arrecadado pelos fiéis.

De acordo com o site Diário Online, que divulgou o caso nesta manhã, as vítimas pagaram, cada uma, o valor de R$ 600 que custearia ida e volta e estadia. A partida de Corumbá seria na manhã desta quarta-feira, 1º de junho e retorno no dia 06. O grupo estava distribuído em quatro ônibus.

"Foi uma grande surpresa para todos. Ontem (terça-feira), por volta das 19h, fomos para a reunião do Terço de Maria. Marcamos com a Maristela (responsável pela organização) de nos reunir na noite anterior para acertar os últimos detalhes, como entrega de passagens, lugar, horários. Ficamos esperando e ela não apareceu. Começamos a ficar nervosos até que o esposo dela apareceu e nos entregou uma carta em que dizia que ela se sentiu tentada com o montante de dinheiro e fugiu, foi algo que abalou a todos nós", declarou uma das vítimas do golpe da viagem de Aparecida, Ivone Mociaro Gomes, 40 anos.

"Essa era a segunda viagem para Aparecida que a Maristela organizava. Nunca desconfiamos dela, ela tinha tranquilidade, nunca nos passou pela cabeça que ela faria uma coisa dessas. Ficamos muito decepcionados, pois era uma pessoa que confiávamos extremamente. Na minha família, cinco pessoas estavam pagando a viagem, não ficamos tão chateados pelo dinheiro, mas sim pela falta de caráter que ela teve", frisou Ivone.

Na delegacia, o movimento para registro de boletim de ocorrências começou ainda na noite da terça-feira, 31 de maio. "Na hora em que o marido dela chegou e nos entregou a carta, pensamos que fosse brincadeira, ou algo assim. Há mais de 18 anos viajo anualmente para Aparecida e nunca passei por algo semelhante. Nesse ano, não irei por irresponsabilidade de uma mulher que foi fraca, fez injustiça com muitas pessoas. Pedimos para que aquelas pessoas que não vieram registrar o caso na delegacia que venham, pois não é justo uma pessoa aplicar um golpe destes em várias pessoas que confiaram plenamente nela", alegou Marlene Mociaro, 64 anos.

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